19
Nov
09

“Ser descontente é ser homem” – Fernando Pessoa

Matéria sobre o descontentamento humano, de minha autoria, publicada na Revista Radar do mês de setembro:

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Aparentemente, o ser humano é descontente por natureza. Se tem cabelo liso, quer enrolar. Se é crespo, quer alisar. Ou o objetivo é emagrecer ou então é engordar. Uma espinha indesejada, uma linha de expressão não esperada.

Além dos constantes defeitos que as pessoas encontram em seus corpos, existe o descontentamento no emprego, numa construção, no instrumento, no bolo que acabou de ser feito, na roupa que comprou. Além disso, dificilmente estamos plenamente satisfeitos em nossas relações, seja de amizade, de amor ou profissional. Sempre existe alguma coisa na outra pessoa que nos deixa frustrados.

Por mais que se tente agradar o outro, nunca é suficiente. O que se faz na melhor das intenções pode ser interpretado de maneira não esperada, nem tampouco ser percebido. E, nesse caso, já são mais dois descontentes, ou frustrados: o que agiu em prol do outro e o que não entendeu a atitude. Na tentativa de agradar, muitas vezes, se esquece de que somos seres humanos e que a interpretação dos acontecimento faz parte da nossa ordem biológica.

“Ser descontente é ser homem”, já dizia Fernando Pessoa. Com essa frase, Pessoa queria dizer que somente os seres humanos podem ser infelizes, dentro da afirmativa de que o homem é o único ser vivo do Planeta que possui sentimentos. A capacidade de raciocínio do homem faz com que ele se interrogue sobre sua vida e sobre certas situações que não compreende. A partir disso, se depara com situações que não são exatamente as esperadas e então surge o descontentamento. O problema pode estar na grande expectativa que o homem cria em relação Quando se espera demais por algo, dificilmente o resultado é o pretendido.

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Opinião

“Penso que o homem na sua essência é pleno de contentamento, porém em determinados momentos, nossos anseios nos deixam descontentes. Ao longo da nossa caminhada somos muito influenciados pela mídia, pelo ambiente e pelas pessoas que nos cercam. Acredito que aqueles que vivem reclamando de tudo e de todos aceitam a idéia de que felicidade é ter saúde, muitas posses e conforto (exemplos provando o contrário não nos faltam). Quando essas pessoas não conseguem desfrutar do todo imaginado, se deprimem. E, ao invés de refletir sobre as verdadeiras origens do negativismo, passam a reclamar de tudo e de todos. É mais fácil, e acaba se tornando uma mania.

Acredito que acabamos associando muitas lembranças e sentimentos aos objetos, gerando um certo apego a eles. E perder, em qualquer aspecto, não é uma sensação prazerosa, pois fere o ego. Penso que aqueles que apenas valorizam as coisas quando as perdem, ainda não se deram conta de que é natural e constante estarmos ganhando e perdendo; ‘é a vida’, como dizem. Gostaria que aprendêssemos a valorizar as coisas enquanto as temos, até a hora de perdê-las.”

Dieter Bayer, 23 anos, Languiru, estudante de Medicina Veterinária e Auxiliar administrativo

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“Todos nós, frequentemente reclamamos de tudo e a todo o momento. É muito fácil olhar para os erros e dizer: ‘fracassei de novo’, ao invés de dizer: ‘não era por aí, acho que da próxima vez tenho que seguir um caminho diferente’. O ser humano é um animal que jamais será entendido por inteiro. Está na cabeça de cada um olhar primeiro os defeitos e erros dos outros do que as qualidades e coisas boas das pessoas. As pessoas tem um costume ruim de só olhar para as coisas ruins. Quando estamos quase perdendo as coisas boas é que lembramos dos momentos bons que passamos, ou o que aquilo passou de bom para nós.”

Jéferson Diesel, 22 anos, Canabarro

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“Não acredito que o homem carregue uma herança genética que determine esse descontentamento. Penso que temos uma necessidade vital de mudança. Para que as mudanças necessárias para a sobrevivência e a felicidade aconteçam, é preciso que a pessoa esteja descontente com a situação. A partir deste descontentamento cria soluções para seus problemas. Vivemos buscando uma felicidade que é utópica, nunca estamos satisfeitos, sempre queremos algo a mais. Os motivos são variados e muitas das vezes até insignificantes, que dali há alguns dias já se resolveram. A vida continua e nós lembramos de agradecer? Não! Continuamos a reclamar e querendo mais e mais!!

Depois de um certo período, as pessoas tendem a se acomodar, muitas vezes deixando de zelar por algo que em tempos anteriores consideravam algo valioso e importante. Inconscientes do descaso, acabam não dando mais o devido valor, como antes faziam. No momento em que acontece algo que ponha em risco esse ‘bem precioso’, a pessoa volta a enxergar e a valorizar o que considera importante.”

Michele Beatris Bagestão, 21 anos, Teutônia, Professora de Educação Especial

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“Para mim, o ser humano é descontente por natureza. Dificilmente nos contentamos com o que temos e sempre tentamos ter mais. Tentamos ver o mundo do nosso jeito, mas vivemos diferente. Com isso, ficamos sempre reclamando. Muitas vezes, não damos bola para algumas coisas que só sentimos saudades quando perdemos. Por exemplo, um parente. Não nos damos tempo de visitá-lo e quando morre, nos sentimos culpados e nos arrependemos. Aí vem a frustração e o descontentamento de sempre.”

Evandro von Mühlen, 19 anos, Canabarro, repositor

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Ponto positivo

O descontentamento, se analisado por outro ângulo, pode ser positivo. É ele o responsável por fazer com que homens e mulheres estudem, se qualifiquem e batalhem, buscando melhores colocações no mercado de trabalho. O descontentamento também mobiliza as pessoas a cobrar seus direitos e protestar contra injustiças. A insatisfação faz com as pessoas não fiquem estagnadas e acomodadas. Mobiliza pessoas a melhorar e evoluir, não permanecendo assim, no mesmo padrão imposto pela sociedade.

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Curta os bons momentos

É completamente compreensível que não se esteja plenamente feliz ou satisfeito com tudo o que acontece. Mas existem pessoas que reclamam e se chateiam com praticamente tudo. Ou o Sol está muito forte, ou a chuva atrapalha. O frio é muito ruim e o calor sufoca.

A insatisfação pode ser uma questão de aceitação. As pessoas são insatisfeitas por opção. A vida pode ser muito mais simples e mais fácil do que se imagina. Um “bom dia”, um “muito obrigado” e um “por favor” fazem uma grande diferença nas relações. Esses valores estão sendo esquecidos. As pessoas reclamam dos outros sem olhar para si. Comece por você. Mude sua rotina. Acorde com vontade de ver nascer um novo dia. Como disse Renato Russo, “por que esperar se podemos começar tudo de novo? A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer.” Relaxe e curta os bons momentos!

14
Nov
09

Oficina de Jornalismo – Rádio Guaíba / 2009

Durante esta semana, de 9 à 13 de novembro, participei da Oficina de Jornalismmo da Rádio Guaíba, em Porto Alegre. Depois de enviar uma sugestão de pauta para a Feira do Livro e de gravar a locução de um mini-boletim de rádio, eu e mais 12 jovens fomos selecionados, dentre mais de 150 inscritos de todo o Estado. E foi muito bom!

A partir desta oficina, pudemos sentir o que é fazer jornalismo em um grande grupo de comunicação. Tivemos contato e palestras com profissionais da área, como Rogério Mendelski, Rodrigo Koch e Ataídes Miranda. Conhecemos os bastidores da imprensa futebolística, do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e da Assembléia Legislativa. Conhecemos as instalações da Rádio Guaíba e conversamos com a nova geração do grupo: Geórgia Santos, Ronaldo Berwanger e Lucas Rivas.

Em meio a todas estas atividades, ainda tivemos que gravar um boletim de rádio sobre a 55a Feira do Livro. Procurando um assunto, encontrei uma coleção chamada Filsofinhos da Tomo Editorial. Um conjunto de livros que ensina fiolosfia para crianças. Crianças podem entender o mundo da fiolosofia através de histórias simples, perfeitamente ilustradas, através de autores  como Freud, Desacartes e Platão. Cada um produziu seus textos, gravou sonoras e fez a locução de sua pauta.

Meu boletim me rendeu o prêmio de Boletim Destaque. Fiquei muito feliz. Eu não estava esperando a premiação. E isso, me faz ter cada vez mais certeza de que estou fazendo o que nasci pra fazer. Estou cada vez mais apaixonada pelo mundo do rádio e da comunicação. DSC03803

É até difícil descrever tudo o que aprendi. Foram cinco dias cansativos, de trabalho, de visitas e de muita informação. Sem contar todas as pessoas bacanas que conheci. Todos os meus colegas de Oficina, sem exceção, eram muito bacanas, apesar de os guris só falarem em futebol (hehehe).

05
Nov
09

Mallu Magalhães, uma esperança

malu-magalhaes-show-em-spDando uma vasculhada em blogs, na busca por textos bacanas, encontrei o blog da Mallu Magalhães. No blog, achei vários vídeos dela. E estou impressionada com essa garota.

Assisti a um clip dela na MTv e detestei. Achei a música Vanguart uma porcaria mesmo! O jeito que ela canta me irritou e para mim, ela não passava de um produtinho feito pra vender.

Porém, assistindo às entrevistas dela, minha opinião mudou. Continuo não gostando de Vanguart (que aparentemente foi feita para vender), mas essa guria tem uma bagagem musical surpreendente! Saca muito de música e de cantores como Bob Dylan, Beattles e Johnny Cash. A guria toca banjo, violão, gaita de boca, piano… O timbre dela é diferente, doce e marcante. A maioria das composições dela surpreendem pela criatividade e por serem, em sua maioria, em inglês.

Não entendo a união com Marcelo Camelo, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração”? E achei tão fofo os dois no palco. Uma mistura de sintonia, ternura e paixão. Se a idade difere e mesmo assim um faz bem ao outro, por que não?

Achei um vídeo em que o Marcelo fala sobre ela. Bem bacana, olha só!

Talvez esse jeito moleca se perca. Talvez permaneça. Mas temo que se torne artificial. Até porque, é com esse jeito de menininha que ela tem conquistado espaço.

Há quem critique, como eu fazia, mas se observarmos as gurias da idade dela, perceberemos que a Mallu está muito acima! Muito acima dos padrões.

Surgimentos como a Mallu Magalhães, me dão esperança de que coisas boas ainda podem surgir e ter espaço, entre tantas bundas, Kelly’s, emos e tanta porcaria que é sucesso nas 20 + das rádios.

30
Out
09

Tatuagem não muda caráter

Sempre fui fascinada por tatuagens. Sempre quiz fazer. Em agosto deste ano, tomei coragem e fiz minha primeira tatuagem: uma clave de sol no pulso direito, medindo cerca de 2,5 cm. Minha tatuagem me inspirou a fazer a seguinte matéria publicada no Caderno Inclusive da Folha Popular:

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Tatuagem não muda caráter

arquivo Fernando Stoll 5Tatuagem sempre foi e continua sendo um assunto muito debatido. Por muito tempo, era sinônimo de rebeldia e de adolescentes que queriam ser diferentes. Atualmente, a sociedade está muito mais liberal e já é considerado normal expressar pensamentos, sentimentos e idéias através do corpo.

Tatuar é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Também referida como tattoo, a tatuagem é uma dermopigmentação, onde “dermo” é igual a pele e “pigmentação” é relativo ao ato de pigmentar, ou colorir. Tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas.

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Desde os primórdios

Algumas teorias

explicam que a tatuagem era utilizada para identificar tribos, ganhar status ou proteger-se contra maus espíritos. A arqueologia afirma que há indícios de que tatuagens foram feitas entre 4000 e 2000 a.C. Segundo arqueólogos, Egípcios, nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia tatuavam-se em rituais ligados a religião. Porém, a Igreja Católica baniu, na Idade Média, a tatuagem na Europa. Em 787 o Papa proibiu o ato de tatuar com a intenção de ocultar antigas culturas e costumes. A tatuagem acabou sendo considerada como uma prática demoníaca.

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Recente no Brasil

No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente. Surgiu em meados dos anos 60, na cidade de Santos, introduzida pelo dinamarquês conhecido como Lucky Tattoo. Sua loja era próximo ao cais, onde, na época era um ponto de boemia e prostituição. Tal fato contribuiu para que houvesse a disseminação de preconceitos e discriminações, gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas. Hoje em dia, graças a circulação da informação, a tatuagem vem atingindo a todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.

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O resultado depende se alguns fatores

arquivo Fernando Stoll 6Existem alguns aspectos que devem ser considerados para que o resultado da tatuagem seja positivo. A qualidade da tinta deve ser observada. Algumas tintas podem gerar alergia, dependendo do tipo de pele. O tipo de pele e o local também determinam a qualidade da tatuagem. Algumas pessoas incorporam mais a tinta, e outras a eliminam.

É indispensável seguir à risca as recomendações do profissional que aplicou a tatuagem, pois a maior parte dos incidentes ocorrem durante o processo de cicatrização. Além disso, o principal responsável pela qualidade da tatuagem é o profissional. Para o designer e tatuador profissional há 9 anos, Fernando Stoll, mais conhecido como Godíco, de Lajeado, existe o risco de a pessoa não saber escolher um bom profissional e um estúdio qualificado. “Sempre que for a um estúdio peça para ver as fotos dos trabalhos e desenhos do tatuador antes de tatuar”, adverte Godíco.

O número de tatuadores profissionais e estúdios especializados vem crescendo na região. Porém ainda existem tatuadores caseiros. Para Godíco, não há nada que vá contra os estúdios caseiros, “desde que o tatuador saiba fazer um bom trabalho e que tenha higiene, material descartável e esterilizado.”

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Bate papo com Godíco

O que te levou a ter vontade de tatuar?

“Sempre admirei a arte da tatuagem, desde muito novo. Comprava revistas e acompanhava e analisava os trabalhos. Gostava tanto que minha primeira tatuagem fiz com 14 anos.”

Como foi tatuar pela primeira vez?

“Foi uma experiência inesquecível, pois tatuei em mim mesmo, na minha coxa. Fiquei nervoso, mas no final fiquei satisfeito.”

Qual a tatua

gem mais estranha que já fizeste?

“Nunca fiz nada que eu considere muito estranho. Tatuagem depende muito do gosto de cada pessoa. O que para uns é estranho, para outros pode ser bonito.”

O que deve ser levado em conta antes de tomar a decisão de tatuar?

“Deve-se pensar no futuro, o que o desenho representa para a pessoa e se a tatuagem não causará incômodo em relação ao emprego, dependendo do local tatuado.”

Ainda existe preconceito?

“Infelizmente ainda existe preconceito. Mas já diminuiu bastante.

Eu já passei por constrangimentos por causa das minha tatuagens e quero dizer que tatuagem não muda o caráter de ninguém!”

Já tiveste algum problema com pais de adolescentes que se tatuaram contigo?

“Não. Quando faço tatuagem sempre solicito a apresentação da identidade. Para tatuar menores de 18 anos sempre exijo a presença dos pais ou responsáveis. Além disso, arquivo uma autorização por escrito, para evitar futuros problemas.”

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Freqüente entre jovens

Tirada por Camila Diesel

Segundo Godíco, pessoas de todas as classes sociais e de todas as idades tem procurado seu trabalho. Muitas pessoas, em sua maioria jovens, da nossa região tem aderido à esse ato de tatuar. É o caso de Pâmela de souza, de 22 anos, industriária, moradora do Bairro Teutônia. Pâmela tem duas tatuagens e fez ambas em abril deste ano. Desde os seus 14 anos havia a pretensão de tatuar, “queria fazer uma tatuagem atrás da orelha. Pensei em muitas coisas como estrelas, borboletinhas. Porém era muito manjado e queria algo com significado! Como sou muito supersticiosa decidi pela pimentinha, que para mim é uma proteção contra o mau olhado e inveja.” Pâmela pretende ainda fazer mais três tatuagens: “sempre me falavam que fazer tatuagem virava vicio. Não acreditava até começar! Acho lindo.” Questionada sobre fazer tatuagens em homenagem à alguém, Pâmela revelou que pretende, futuramente, homenagear seu pai através de uma tatuagem, “que merece muito! Acho bacana quando se diz respeito à alguem da família. Pois o laço de amor e sangue é eterno, portanto não é algo que poderá gerar algum arrependimento futuramente.”

O morador do bairro Canabarro, Werner Dupont, de 23 anos, acha “tatuagem interessante, porque, na maioria das vezes, ela expressa algo relacionado à religião, amor, família. Atualmente, tatuagem deixou de ser algo considerado apenas de uso de pessoas ’sem moral’. Hoje se vê até pessoas com mais idade fazendo tatuagem sem ter medo do que os outros vão pensar. Eu ainda não tenho, mas tenho vontade de fazer. Não tenho pressa, pois não é uma prioridade nesse momento. Penso que para fazer uma tatuagem é preciso ter uma inspiração ou algo que traga uma boa recordação. Eu me tatuaria homenageando família, esposa, filhos e time. São coisas mais concretas que, apesar do tempo, não mudam. Bandas, personagens e outros são coisas passageiras, que mudam constantemente.” Werner acredita que o mercado de trabalho fecha portas para pessoas tatuadas, “existem algumas empresas que, no processo de seleção, pedem em seu questionário se o candidato possui ou não tatuagem. Pessoas que possuem tatuagem, em lugares visíveis, são muitas vezes excluídas na busca de uma vaga de emprego. Algumas empresas, permitem, desde que seja em lugar não visível.” Para ele, ainda existe preconceito da sociedade, “em âmbito geral, pois as pessoas, ainda que estejam se acostumando com a idéia das pessoas se tatuarem, olham a tatuagem como algo dispensável, sem sentido e um ato de rebeldia.”

Fábio e MariExiste muita história por trás dos desenhos gravados permanentemente. Os namorados Mariana Lodi, de 20 anos, e Fábio Samuel da Silva de 19, tatuaram em seus pulsos a palavra Amor. “Antes de fazermos a tatuagem procuramos algo que transmitisse o que estávamos sentindo. Queríamos que fosse alguma coisa que nos ligasse sempre, não tatuando nomes mas algo que ficasse sempre como uma aliança entre nós. Já faz um tempo que nos tatuamos e não há nem sombra de arrependimento. Acreditamos que esse é um tempo bom que, com certeza, ficará marcado não só em lembranças mas tatuado também.”, nos contou o casal. Para eles, a sociedade ainda é preconceituosa em relação à tatuagens, mas está mudando: “existem pessoas que tem preconceito, sim. Mas é cada vez menor esse número. Felizmente, as pessoas estão mudando seus conceitos.”

Alguns casais fazem tatuagens idênticas mas que apenas os dois entendem o significado. Algumas pessoas preferem fazer uma homenagem sem menção alguma ao amor. É o caso de um casal de namorados de Canabarro: “tatuamos o mesmo símbolo no mesmo local. Não tem nada que lembre os nosso nomes, ou que tenha relação com o amor, mas a gente sabe que essa tatuagem é um marco do que existe entre nós. Se um dia, a nossa relação terminar, vamos nos lembrar pra sempre de que a tatuagem é uma espécie de símbolo do nosso amor, mas, provavelmente não haverá o arrependimento. Até porque é uma tatuagem comum e só se tornou incomum porque nós fizemos ao mesmo tempo e num momento muito bacana. Acho legal fazer tatuagens assim, mas nunca tatuaria o nome, ou a imagem de alguém. Tatuagem é pra sempre. E as relações podem não ser.”

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Existe reversão?

“Fiz uma tatuagem / Quando no auge de uma louca paixão / Escrevi na coragem / Seu nome no peito sobre o meu coração / Você foi embora, a tatuagem não / Então agora / É melhor tatuar no lugar // Que tal uma tribal / Super bacana / Não vai deixar sinal / De que você foi um belo sacana // Quando a gente gama / Tudo são flores, amores e blá blá blá / Quando vira um drama / Então é um chora pra lá e chora pra cá / Mas foi embora e a tatuagem não / Então agora / É melhor tatuar no lugar // Que tal uma tribal (…)”

A música a cima é da cantora e compositora Rita Lee. A letra retrata a realidade de inúmeras pessoas. Tatuagem não sai com água e sabão. E se, depois de tatuar o nome de alguém, bate aquele arrependimento?arquivo Fernando Stoll 3

Atualmente existem técnicas mecânicas e cirúrgicas para reverter a tatuagem. Os métodos mais modernos buscam diminuir a dor e eliminar as cicatrizes dos processos de remoção. O problema de se tentar remover uma tatuagem é que, dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais, podem deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele. Além disso, os processos de remoção tem um alto custo. Apagar uma tatuagem que custou 100 reais pode custar dez vezes mais.

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5 formas de remoção

1. O Q-Switched Laser Ruby emite uma luz que quebra a tinta em pedaços microscópicos. Os glóbulos brancos do organismo se encarregam de destruí-los. Um tiro de laser de rubi atinge uma circunferência de 6,5 milímetros de diâmetro e parece um beliscão. Apenas 10% dos pacientes precisam de anestesia local. A pele cria uma crosta fina que se solta. Um mês depois, a tatuagem desbota.

2. O Photoderm PL é um sistema computadorizado que analisa o tipo de pele do paciente e fornece ao médico combinações de ondas de luz. A aplicação é um flash que também destrói o pigmento. A sensação é de um jato de água muito forte. A vantagem sobre o laser de rubi é que atinge uma área maior, 10 centímetros quadrados.

3. A injeção intradermal de ácido titânico ou ácido tricloroacético dissolve, mas não destrói todos os pigmentos. Na pele muito clara e sensível, o local fica manchado.

4. A técnica mecânica da salabrasão, ou dermoabrasão, machuca muito. O médico lixa a pele com sal grosso até a tatuagem sumir. Além de doer, deixa cicatrizes e resíduos de pigmento.

5. Na cirurgia plástica com expansão, uma bolsa de silicone é colocada sob a pele e, com o tempo, estica a área tatuada. Depois, a porção pintada é cortada. Sobra uma cicatriz.

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Uma opção

Existe uma opção para as pessoas que temem a tatuagem permanente: a tatuagem de Henna, que dura de uma a duas semanas. A henna ainda é uma boa opção para menores de idade. Além disso, pode ser uma maneira de “ensaiar” uma tatuagem definitiva, para se acostumar com o desenho.

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Cuidados pós tatuagem

Confira a baixo as dicas de Godíco em relação aos cuidados que se deve ter após tatuar:

Passar pomada cicatrizante três vezes ao dia, durante 15 dias;

Lavar sempre com água, removendo secreções;

Cobrir a tatuagem com plástico filme durante os quatro primeiros dias;

Não tomar banho de imersão (piscina, mar, rio), banho de sol ou se submeter a bronzeamento artificial durante o período de cicatrização;

Não coçar, nem arrancar as casquinhas que surgem devido a cicatrização;

Depois da cicatrização, é fundamental cuidar bem da tatuagem, aplicando creme hidratante e usando protetor solar quando ficar exposto ao sol.

23
Out
09

Consegues perceber as coisas simples?

Procurando algo para escutar, esbarrei em Little Joy, que há muito não parava para ouvir. E a perfeição da harmonia da música The Next Time Around me causou um sentimento muito, mas muito bom!

Vídeo e música empolgantes! Me levaram a pensar sobre as coisas simples da vida.

Olhe através da janela. Consegues ver o Sol? Consegues ouvir o canto dos pássaros? Consegues ver a criança correndo? Consegues ver o azul do céu? Consegues sentir a energia que irradia?

Olhe para o céu em noites iluminadas. Consegues ver o brilho das estrelas? Consegues ver a imensidão da Lua? Consegues ver além do nosso mundinho? Consegues realmente apreciar isto?

Olhe para a tempestade. Consegues ver as núvens carregadas? Consegues sentir os pingos da chuva? Consegues perceber a força da natureza agindo sobre nós?

Olhe para sua vida. Consegues ver o quão bom é simplesmente estar vivo? Consegues ver quantos prazeres podes ter? Consegues viver a sua vida e não a do outro? Consegues aproveitar isto?

Olhe para as pessoas que te rodeiam. Consegues dar o devido valor a cada uma delas? Consegues demonstrar o que significam? Consegues não sufocá-las? Consegues viver sem elas?

Olhe para dentro de si. Consegues dizer quem é você? Consegues te controlar? Consegues ver tuas qualidades? Consegues assumir e perceber teus defeitos? Consegues amar-se de verdade?

Situações simples. Perguntas simples. Respostas simples complicadas. Tentemos responder SIM a cada uma destas indagações. Tentemos poder dizer SIM a cada uma delas com a maior sinceridade e sem hipocrisias. Mudemos hábitos. Tudo por um mundo mais feliz e menos estressado… e menos irritado… e menos falso… e menos conturbado! Sejamos mais otimistas. “Se nem sempre o planejado, sai como esperado, é só uma chance pra enxergar o outro lado”.

22
Out
09

De novo estou aqui

Tentando progredir

Buscando a razão do meu porque

Se eu sou melhor, se eu sou pior

Deixo pra você dizer

Repetiremos até tudo parar?

Os mesmos erros e as boas intenções

Repetiremos?

A consistência do silêncio

Anula o risco da palavra

Algumas coisas não precisam ser ditas

Para serem entendidas…

Se nem sempre o planejado, sai como esperado

É só uma chance pra enxergar o outro lado

Dias ruins todo mundo tem,

Já jurei pra mim, não desanimar

E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar,

O mundo vai girar, e eu espero a minha vez.

Entre os sentimentos, lamentos

Fora do tempo, jogados ao vento

Palavras ao pé do ouvido,

Gritos do silêncio

As vezes as coisas mais simples são as mais difíceis de ver

São as mais difíceis de entender

A resposta escrita em um livro que eu não li em um filme que eu não vi

Aprendi a ver

E a valorizar

Os detalhes

Que fazem mudar

20
Out
09

SUS deveria se chamar S.O.S.

Na semana passada passei muito mal e tive que recorrer ao sistema público de saúde.

Na terça-feira, chegando ao pronto atendimento de Canabarro, esperei por mais de meia hora para ser atendida pela recepcionista, que me disse que eu teria que me dirigir ao posto de saúde, pois o médico não poderia me atender. Nestes dois locais só o que vi foram pessoas que vestiram a camiseta da administração atual durante recente campanha eleitoral. Que nojo!

Resolvi procurar o pronto atendimento de Languiru. Antes de sair de Canabarro, passou por mim um ex-prefeito dirigindo um carro que eu não conseguiria comprar nem juntando 5 anos de salário.

Chegando em Languiru, mais uma hora para ser atendida. E o médico não podia ser mais estúpido. Mal falou comigo e me tratou super mal.

No dia seguinte, não suportando mais a dor, voltei ao pronto atendimento de Languiru. Outro médico. Um pouco mais atencioso. Para amenizar a dor, solicitou a enfermeira que injetasse algo em minhas veias. Já faz quase uma semana e meus braços continuam doloridos. Aquela vaca enfermeira detonou minhas veias e me machucou toda. Nossa… Eu já tava mal, com dor e me senti pior ainda.

Não agüentando mais, recorri ao atendimento médico particular. O gastroenterologista me atendeu muito bem e solicitou um exame que custará R$855,00, que realizarei na próxima segunda-feira. Tentei auxílio pelo SUS, mas nem com requerimento do médico do posto de saúde consegui. O SUS não auxilia neste tipo de exame.

Se não consigo auxílios, se não consigo atestados médicos, se sou mal atendida, por que essa M#% existe?

10
Out
09

Certas coisas que não sei dizer..

Tem certas coisas que não entendo..DSC03476 - Copy

Tem certas coisas tão complicadas..

Tem certas coisa tão simples..

Tem certas coisas inacietáveis..

Tem certas coisas desnecessárias..

Tem certas coisas indispensáveis..

Tem certas coisas que fazem mal..

Tem certas coisas que me completam..

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Tem certas coisas que eu não sei dizer!

08
Out
09

Oportunidades

Como diz meu pai em seu blog, “a oportunidade é assim, quando menos esperamos ela aparece e precisamos encará-la”. Foi isso que ele fez! Domigo à tarde, antes do primeiro dia de trabalho depois de suas férias, ele recebeu um telefonema solicitando sua presença na matriz da empresa em que trabalha, no dia seguinte. Já sabíamos o que o esperava: transferência.

A ansiedade predominou até a descoberta da cidade à qual ele deveria se mudar. Mas depois de saber (São Sebastião do Caí) é que veio a pior parte. Eu entrei em parafuso. Ir com eles? Ficar? Morar sozinha? Morar com meu namorado?

Completamente confusa, depois de conversas com meu namorado, com minha mãe e com amigas, resolvi morar com ele e com a família dele. Repensando sobre o assunto, cheguei à várias conclusões, à inúmeras possibilidades e resolvi que continuarei morando na casa de meus pais, sozinha. Sozinha, não, com meus gatos.

Eu e o Edu dormimos praticamente todos os dias juntos. E vai ser ainda mais freqüente agora. Se eu fosse morar com ele, além de ter me adaptar à ele, teria que me adaptar à minha sogra, ao padastro dele e ao meu cunhado. Além disso, já tive a experiência de não ter um espaço exclusivamente meu e não foi nada bom.

Talvez não seja ainda o momento de “unir nossas escovas de dente”. Talvez seja este um momento de teste, de experimentar uma convivência ainda mais assídua. De ver se realmente é isso. Eu tenho certeza do que eu quero. Não estou mais para brincadeira. Mas as coisas não são tão simples.

Vai ser estranho não ter meus pais ao alcance das minhas mãos. Mas vai ser bom. Pra mim e pra eles! Sorte e sucesso, pai! Paciência, mãe! Amo vocês. A cima de qualquer coisa. Mesmo brigando, mesmo que não nos entendamos, mesmo me arrependendo por não passar mais tempo com vocês.

01
Out
09

Everything is gonna be all right!

I don’t know what’s gonna happen..

But.. “Every little thing gonna be all right.”

28
Set
09

Mudanças!

Segunda-feira morta. Meu final de semana foi muito bom. Bom mesmo!! Mas, a semana iniciou com um ar de velório causado pela chuva. Engraçado que esteja chovendo logo hoje. A partir de hoje, grandes mudanças acontecerão em minha vida e na das pessoas que me rodeiam. Semana de decisão e de indecisão.

Segundo o Wikepedia, “uma indecisão é geralmente um estado emocional de aflição em quem uma pessoa não consegue escolher uma das opções em que ela é submetida. Pode ser desde coisas simples até alguma decisão em que poderá mudar diretamente ou drásticamente a vida da pessoa. Caso a opção que a pessoa vá escolher não seja pensada com calma poderá ocorrer o arrependimento da parte da pessoa.”

No meu caso, não sei bem se é o arrependimento que está me deixando indecisa. A questão é outra. É como a frase de Adriana Falcão: “indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.”

Eu sei o que quero. Mas meu problema é o tal do e se.. : E se for muito cedo? E se não der certo?

Uma coisa é certa: não há como saber se não tentar. E também, sei lá.. Se não der, não deu.. Nada é definitivo. E tudo pode acontecer!

*

Ah.. Aderi ao Twitter!

24
Set
09

E se isso for algum defeito, por mim tudo bem!

“Já não tenho dedos pra contar

De quantos barrancos despenquei

E quantas pedras me atiraram

Ou quantas atireiNós..

Tanta farpa tanta mentira

Tanta falta do que dizer

Nem sempre é “so easy” se viver

.

Hoje eu não consigo mais me lembrar

De quantas janelas me atirei

E quanto rastro de incompreensão

Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos

Tantas vezes desilusão

E quase

Quase nunca a vida é um balão

.

Mas o teu amor me cura

De uma loucura qualquer

É encostar no seu peito

E se isso for algum defeito

Por mim, tudo bem”

19
Set
09

Etc e tal!

Mais um final de semana que chega! E nesse eu não trabalho! Graças à Deus / Graças ao meu patrão / Graças à… Bom, não vem ao caso graças à quem, o importante é que vou poder dormir. Ou tentar. Sim, porque tá foda, viu? Não tenho dormido bem à noite. E se tento dormir à tarde, o máximo são 10 minutos de sono leve, ou seja, é como se nem dormisse. Conseqüentemente aparecem as olheiras e toda vez que me olho no espelho, me lembro de que preciso atingir meu equilíbrio emocional para conseguir parar de pressionar meus dentes enquanto durmo e acabar com as dores de cabeça e com as dores no maxilar que essa pressão me causa.

Falando em equilíbrio emocional, participei da gravação do programa Mais Elas. É um programa de debate feminino da rádio em que trabalho – POPULAR 96,9 FM – que sempre conta com a presença de uma convidada. Foi a primeira vez que participei e o tema? Sentimentos: como controlar, como lidar, amor, paixão, atração física, ciúme, medo, insegurança, inteligência emocional, etc. Achei o máximo! Ótimo debater sobre este tema, até porque é o tema que mais utilizo para escrever meus textos neste blog. Gostei muito também porque o tema é debatido de forma descontraída, sem a obrigatoriedade de seguir a pauta. E é muito bom poder expressar minha opinião, de maneira ainda mais pública. Sem contar que, durante a maioria dos debates, são convidadas profissionais na área debatida e com isso, a possibilidade de aprender é significativa. – Sintonize Rádio Popular 96,9 fm, às 12h, Radionotícias Folha Popular. E, em seguida, às 13h, aprecie o Mais Elas.

Mudando de saco pra mala, ontem parecia ser um dia bom. Eu e meu namorado estávamos em perfeita sintonia, fiz Taekwondo, Local Tae e participei da aula de guitarra do Edu com o Lucas Brolese, onde pude cantar um pouco – coisa que sou apaixonada. Os pais do Edu não estavam em casa. Já estávamos deitados para dormir, em torno de meia noite, a Tv desligada, quando toca o telefone. Era minha “sogra”, dizendo que ficaram empenhados e que deveríamos ir buscá-los com o outro carro que estava na garagem. Ok. Vamos, né? Levanta da cama, troca de roupa, abre portão, tira o carro, fecha portão e vai-se salvar os necessitados.

Cerca de 1km depois, o carro começa a falhar. P.Q.P. Acabou a gasolina. Aff… O que fazer, à meia-noite, sem gasolina, numa cidade em que nada está aberto à essa hora, a não ser os bares? Pensamos em tudo, tentamos algumas pessoas, mas acabamos voltando, a pé, para a casa do Edu. Chegando lá, pegamos minha Biz e fomos a procura de um posto em outro bairro, que supostamente estaria aberto. É.. supostamente, porque não estava! QUE RAIVA!!! O Edu tinha apenas mais 4 horas para dormir antes de acordar para ir trabalhar e eu 5. Alguém merece isso? Como pode que às vezes as coisas erradas acontecem em cadeia? Mas… Não há de ser isso que estragará meu final de semana.

Falando em final de semana, Domingo tem Primitiva do Rock e Anestesia no Wood Stock Rock Bar, em Teutônia, a partir das 15h. São duas bandas de estilos bem diferentes. Mas vale a pena conferir. Pretendo ir, mesmo que não tenha mais freqüentado o bar com a freqüência de tempos atrás. No ano passado, até o dia da minha viagem para os Estados Unidos, adorava estar lá.

Depois que voltei, não sei explicar exatamente o que aconteceu. Só sei que minhas idas tem sido esporádicas, quase que inexistentes. Alguns dos freqüentadores assíduos continuam a ter uma certa importância na minha vida. Me divertia muito, jogava fla-flu e foi lá que passei a ter um contato maior com o cara que veio a se tornar meu namorado. Mas freqüentar bares como este, acho que já não faz parte de mim. Prefiro assistir um bom filme, sair pra jantar, ir para a Lagoa da Harmonia, ou simplesmente ficar em casa com meu namorado ou com a família. Com o verão chegando, talvez eu tenha mais vontade de sair e, com a falta de lugares realmente bons em Teutônia, talvez minhas idas não sejam tão esporádicas assim. Mas, com certeza, não será como antes. E que bom, né? Deve ter gente que me critica, mas eu não deixei de conversar com nenhuma das parcerias que fiz no bar, simplesmente não me convém mais. As pessoas mudam. E isso é muito bom! Minha mãe, sem dúvida está adorando tudo isso, porque ela detestava o fato de eu estar sempre lá. Eu não tiro a razão dela, porque as pessoas devem ver com maus olhos uma guria que vai em bares. Mas eu sempre me senti muito bem lá, com música boa, pessoas bacanas e um lanche saboroso. Talvez, minha mudança seja porque eu tenha visto que algumas pessoas não são tão bacanas como eu pensava. Ai, sei lá.. Já tá comprido de mais.. É isso e ponto final!

> > Tô meio enjoada de ficar pensando sobre o porquê das coisas… Algumas simplesmente acontecem. Algumas simplesmente são. Pensar sobre isso só me deixa mais confusa e mais insegura e mais apreensiva e mais preocupada e mais…

17
Set
09

Segundo a OAB, castração química para pedófilos é crueldade, pode?

Durante o programa de notícias que apresento ao meio dia, na Rádio Popular 96,9 FM, utilizo uma série de gravações da Agência Radio Web. Uma das gravações de ontem me chamou a atenção: “Brasil poderá adotar  castração química para pedófilos.” Achei uma ótima medida. Porém, escutando toda a informação tive a triste constatação de que, mais uma vez, uma lei não vai funcionar.

A proposta, que deveria ter sido analisada ontem pela Comição de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) “cria o tratamento químico voluntário de controle da libido para o pedófilo condenado por estupro, atentado violento ao pudor e corrupção de menores quando esses crimes forem praticados contra pessoa com até 14 anos.” Leste bem? Voluntário!

Continuando, “o condenado que aceitar o tratamento poderá ter a pena reduzida em um terço, mas terá que começar a terapia antes do livramento condicional, ficando sob tratamento até a expedição de laudo técnico ao Ministério Público e ao juiz de execução para demonstrar que os resultados foram alcançados.”

A idéia inicial da proposta do senador Gerson Camata, era tornar “impositiva a pena de castração química para indivíduos considerados pedófilos que cometessem as três modalidades de crimes contra menores de 14 anos.” Contudo, o senador Marcelo Crivella, relator da matéria, avaliou que a proposta será inconstotucional se não for adotado o tratamento hormonal voluntário.

“Para Camata, o autor da proposta, a pedofilia envolve deformação psíquica de tal ordem que impede a reabilitação dos indivíduos que apresentam essa doença. Em razão disso, e considerando os danos psicológicos impostos às vítimas, ele entende que o problema precisa ser enfrentado com ‘máxima objetividade e necessário rigor’.

No relatório, Crivella observa que o tema é polêmico e, no seu enfretamento, países como Estados Unidos e o Canadá já adotaram o tratamento químico, o mesmo estando para acontecer na França e na Espanha. Segundo ele, a terapia química vem para tornar possível o retorno do pedófilo ao ambiente social, depois de superada sua patologia, deixando então de ser um ‘perigo’ para os outros.

Ainda assim, ele afastou a hipótese de aplicação compulsória do tratamento, depois de abordar as questões de constitucionalidade. Segundo ele, há ‘fronteira’ dentro das quais o individuo é inviolável, que impede a ‘imposição da vontade do Estado ou a de um homem sobre outro’.”

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicionou contra a medida, alegando que o projeto implica em “condições de crueldade”. Para a OAB, “o Estado não tem sentimentos, tem de ser isento para aplicar a pena”. Acreditam nisso? Bom, respeito a opinião de cada um. Mas quer crueldade maior do que pedofilia e estupro? E onde estará a falta de sentimentos do pedófilo e do aliciador de menores?

Sem dúvida, a opinião dessas pessoas seria diferente se a vítima fosse filha, sobrinha, neta, etc.

14
Set
09

Descobri..

Descobri que, às vezes, é melhor desistir de tentar entender certas situações..

Descobri que, às vezes, a melhor coisa a se fazer é não fazer nada..

Descobri que, às vezes,  não adianta ficar matutando a respeito do que eu fiz de errado..

Descobri que, às vezes, não adianta esquentar a cebeça..

Descobri que tô de saco cheio de algumas coisas..

Descobri que mesmo assim, tenho que conviver com elas..

Descobri e contiuno descobrindo.. e me descobrindo.. e me entendendo..

12
Set
09

Amar bonito!

Nas minhas “futricadas” na internet sempre acho algumas coisas bacanas. E que, sem querer, me dão um puxão de orelha. Gosto muito de repassar os textos que acho legais. Gosto de compartilhar e de disponibilizar um momento de reflexão para as pessoas que lêem meu blog. Nunca é demais pensar sobre as atitudes, mesmo que não se concorde plenamente com o que o texto diz. Ainda assim, não concordando, é bom para reforçar uma idéia ou pensamento.

Não gosto muito daqueles textos que contém “receitas” de felicidade, mas alguns nos fazem realmente bem. Hoje, publico neste espaço, um texto de Artur da Távola:

“Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se perceberam ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? Tem certeza de que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor, deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos). Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.”

Então, é isso… Bom final de semana à todos e não esqueçam: amem bonito e, de segunda à sábado, ao meio dia, sintonizem a Popular FM, 96,9 (Radionotícias Folha Popular) rsrsrsrs…

09
Set
09

Serve pra quê?

Poeta sem inspiração

Trabalhador sem pagamento

Jornal sem informação

Esforço sem reconhecimento

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Apresentação sem aplauso

Trem sem trilho

Resar sem crença

Olhar sem o brilho

.

Malhar sem perder peso

Interruptor sem energia

Carinho sem reciprocidade

Sorriso sem alegria

.

Rádio sem música

Espelho sem reflexo

Serve pra que?

Tem nexo?

04
Set
09

Ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la!

Li o texto a baixo na internet:

“No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso… Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei… Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém… Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.”

E diz tudo! Temos a triste mania de nos apoderar das coisas. Eu, pelo menos, tenho dificuldade em controlar esse sentimento de posse. Ninguém é dono de ninguém!!! Mas é tão difícil…

02
Set
09

Sim à proibição do fumo em locais fechados!

Foram aprovados, recentemente, projetos de Lei que proíbem o fumo em recintos coletivos fechados, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital gaúcha um projeto similar tramita na Câmara de Vereadores.  Os vereadores autores do projeto, Beto Moesch e Dr. Raul, justificam que “esta é uma tendência mundial”, lembrando que na Escócia, Irlanda do Norte e França, além de muitas cidades americanas, o tabagismo é proibido em locais públicos. A proposta é de que, em locais fechados, seja proibido o uso de cigarros, cachimbos, cigarrilhas, charutos “ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco”. Será obrigatória a afixação de avisos indicando a proibição do fumo e as sanções para quem desobedecer a lei.

Já escutei em certas emissoras, como a MTV, que a proibição exlcui os fumantes da sociedade. Mas peraí! Eu não tenho nada contra quem tem o hábito de fumar. Se você quer fumar, fume! Só que eu não sou obrigada a fumar junto, certo? Segundo os autores do projeto que proíbe o fumo em ambientes fechados, “cerca de 80% da população brasileira não fuma mas é submetida ao tabagismo passivo, inalando o ar poluído com a queima do cigarro que ‘contém, em média, cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca dos fumantes depois de passar pelo filtro’.”

Acho que cada ressinto deve ter um espaço reservado para fumantes, com espaço físico separado. Em muitos lugares, a separação é quase que inexistente. E a fumaça acaba chegando aos não-fumantes.

Desculpe meus amigos fumantes, mas o vício do cigarro me irrita.  E sou totalmente a favor da proibição. A final, é um direito meu não inalar a fumaça do cigarro alheio. Eu não fumo e, exposta ao cigarro, corro “24% mais risco de enfartar e tenho probabilidade 30% maior de desenvolver câncer de pulmão do que aquelas que não tem contato com a fumaça do cigarro. A Organização Mundial de Saúde aponta o tabagismo passivo como a terceira maior causa de morte evitável, somente atrás do próprio tabagismo e do alcoolismo. Por fim, importante salientar que segundo pesquisa do Instituto Datafolha a grande maioria da população brasileira (88%) é contrária ao fumo em locais fechados, sendo que 69% são totalmente contra.”

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Hoje, dia 2 de Setembro de 2009, meus pais estão comemorando 31 anos de casamento. 31 anos!!! E eu só queria desejar, publicamente, toda a felicidade do mundo para eles. Amo vocês!!!

27
Ago
09

Diários, blogs, ou o que quer que seja para o ato de se expressar

Lendo as teoria impossíveis da Lunna, um texto sobre diários me fez recordar o meu antigo hábito de confessar aos cadernos meus segredos mais íntimos. Esse hábito já me causou alguns problemas e deixei de tê-lo. Mas, acredito que meu blog seja uma espécie de diário. Às vezes, nas entrelinhas, manifesto minhas dores, mágoas, alegrias, sentimentos, conquistas. Por vezes, minha manifestação é tão explícita, que me aconselham a excluir tal texto.

Meu blog começou motivado pelo blog do meu pai e pela minha viagem aos EUA. Seria uma maneira de registrar os momentos. Me apaixonei e, mesmo de volta, continuo escrevendo. E acho que todo mundo deveria ter esse hábito. Não me considero uma blogueira clássica, pois pouco comento nos blogs dos outros. Mas adoro publicar meus textos e ler os comentários espontâneos dos “meus leitores”.

Voltando aos assunto do diário, havia iniciado o post de hoje como que escrevendo em um. Adoro as letras do Renato Russo e elas realmente mexem comigo. Olha só:

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Como diz a  famosa música do Renato Russo, Quase Sem Querer, eu tenho andado distraída, impaciente e indecisa… E eu ainda Camila Dieselestou realmente confusa e com muitas paranóias na cabeça. Mas tenho tentado estar tranqüila e contente.

Já disperdicei tantas chances tentando provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Já me desfiz em mais de mil pedaços para um certo alguém juntar. E nunca consegui encontrar explicações para o que eu sentia ou para o que, às vezes, sinto.

Engraçado como às vezes a gente esquece que mentir pra si mesmo pode ser a pior das mentiras. E pensando sobre isso, percebo que não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

Percebo que eu já nem me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que vejo, quase ninguém vê.

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Como eu disse, todos deveriam ter um blog, ou um diário secreto, ou pelo menos alguma pessoa que pudesse ouvir as confissões – apesar de que, a maioria das pessoas só está interessada nos seus próprios tormentos .  Externar sentimentos e pensamentos, muitas vezes, ajuda aliviar tensões, assim como vomitar auxilia no alívio do estômago (esse não é o melhor dos exemplos, né? hehe). Não aconselho a ser uma chorona como eu, mas colocar pra fora tira um pouco o peso dos ombros. Externe mais e seja mais feliz!

22
Ago
09

Fazer o que se gosta é fundamental!

Editando e elegendo as notícias que seriam comunicadas no programa de rádio em que participo, às 12h, na Rádio Popular 96,9 FM, lembrei-me das aulas de Teorias do Jornalismo. Uma das teorias que meu professor Leonel nos ensinou, ou tentou, dizia que o meio de comunicação define o que é relevante ou não para ser publicado. Ou seja, é o jornal/rádio/TV que decide o que as pessoas gostarão de ler/ouvir/ver.

Isso me causava uma certa estranheza. Eu pensava: “como que é feito isso?”, “como pode uma pessoa decidir o que é importante ou não para uma sociedade?”, “com que direito?”

E hoje, atuando na área, me vejo tendo que executar esta tarefa. Tenho que eleger o que é importante ou não. Tenho que ter discernimento e escolher as informações que são mais interessante para os meus ouvintes. E como posso saber se o que elejo é realmente relevante?

É complicada esta minha função. Até porque, a decisão não é única e exclusivamente minha. Existe toda uma organização por trás das ondas de rádio que chegam aos ouvintes.

Além disso, preciso levar em conta o público alvo do programa. Se eu pudesse apenas escolher o que eu acho que seria bacana, sem dúvida, já teria perdido meu emprego. hehehe.

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Já que falei em jornalismo e profissão, gostaria de dizer que não há nada melhor do que fazer o que se gosta. Quando eu trabalhava no crediário de uma loja de departamento, tinha um dia de folga por semana, mas trabalhava aos sábados. Achava o cúmulo. Hoje, trabalho de segunda à sábado, a partir das 7h e 15 min; dois domingos por mês preciso dar suporte no estúdio, atendendo telefonemas das 9h e 30min até as 13h; e eventualmente, nos domingos que não trabalho, cubro eventos da cidade. Ou seja, tenho, oficialmente, 2 manhãs de folga por mês e não acho ruim.

Eu gostava de trabalhar na loja, mas hoje, amo o que faço. E nesse contexto existe uma diferença considerável. Gostar do que se faz é importante, mas fazer o que se gosta é fundamental!

19
Ago
09

“O amor é o fogo que arde sem se ver.

É ferida que dói e não se sente.

É um contentamento descontente.

É dor que desatina sem doer.

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É um não querer mais que bem querer.

É solitário andar por entre a gente.

É um não contentar-se de contente.

É cuidar que se ganha em se perder.

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É um estar-se preso por vontade.

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade.

Tão contrário a si é o mesmo amor.

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É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.

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Ainda que eu falasse a língua dos homens.

E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.”

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Adoro essa música do Renato Russo, utilizando versos de Camões.

Adoro a letra, adoro melodia.

Adoro o que ela me causa.

Adoro! 

15
Ago
09

“Os jovens estão mais conservadores”, isso me preocupa!

Durante meu almoço de hoje, que, devido ao programa de rádio que faço, sempre é depois das 13 horas, estava assistindo ao Jornal Hoje, da Rede Globo. Apresentaram uma matéria sobre uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Pernambuco, que traçou o novo perfil dos estudantes universitários no estado. Eu fiquei embasbacada com as conclusões da pesquisa.

Segundo a reportagem o comportamento do jovem está mudando. “Eles estão mais conscientes e preocupados, não só com o futuro, mas com as questões do dia a dia.” Para os jovens entrevistados a lei seca deve continuar impondo limites ao uso do álcool. Além disso, sonham com a  estabilidade no mercado de trabalho e acham que não há melhor programa de lazer do que a prática de esportes e a ida à praia, teatros e cinemas. Até aí, perfeito! Muito bom! Mesmo!

Mas o que me chamou a atenção foi que, segundo a pesquisa, que ouviu 600 estudantes, na faixa de 22 anos, de Recife, os jovens pernambucanos são contra a legalização das drogas e contra o aborto. 81% dos entrevistados discordam da liberação da maconha, 76% são contra o aborto. Será que eu sou tão maluca, ou esses “jovens” estão cada vez mais com cabeça de velhos?

Achei até engraçado o comentário do reporter que disse: “para os especialistas, o acesso ao conhecimento e à educação faz com que os jovens desenvolvam senso crítico e responsabilidade e nesse caso, o conservadorismo pode ter efeitos positivos.” Senso crítico? Não vejo raciocínio lógico para tantos jovens serem contra o aborto e contra a legalização da maconha, que resolveriam grandes problemas sociais.

Com a pesquisa, concluo que o jovem está cada vez mais bitolado, dominado e acomodado.

14
Ago
09

Só paro quando me param…

Não consigo molhar os pés apenas,
eu mergulho e só paro quando me afogo!
Eu me queimo e só paro quando derreto!
Eu me jogo e só paro quando me param!

08
Ago
09

Se Deus é amor, o que há de errado com o mundo?

Desde o tempo da escola percebia o espanto dos meus colegas quando eu externava a minha descrença em Deus. São pouquíssimos os que concordam comigo. Poucos também são os que entendem essa minha posição.

Quando eu era criança, eu e minha irmã, antes de dormir, rezávamos uma oração em alemão. Ela falava mais ou menos que “eu sou pequena, meu coração é grande e só Jesus pode entrar.” Algo assim. Aquele “ritual” que se repetia diariamente, possuia apenas um significado de união entre nós duas. Acredito que rezávamos por pura influência escolar. Até porque, em casa, nunca fomos estimulados a praticar atos religiosos.

Fui batizada, fiz ensino confirmatório e confirmação. Participo de datas comemorativas religiosas como Natal e Páscoa. Mas, sinceramente, Deus não possui siginificado algum na minha vida. Não acredito que exista alguma força tão superior capaz de criar tudo. Não acredito que exista alguma força superior capaz de decidir sobre o destino das pessoas. Não acredito na Bíblia. Para mim, a Bíblia é um livro escrito há milhares de anos de forma redundante,  que se enquadra em qualquer época vivida pelas sociedades. Não acredito que Jesus tenha morrido por “nós”. Nem que tenha feito todos aqueles milagres, nem tampouco que tenha ressucitado.

Além de tudo isso, acho egoísmo acharmos que há algo além da vida. Somos apenas uma espécie da classe dos animais que  evoluiu mais do que as outras. Assim como as formigas, elefantes, gatos, pássaros, galinhas, vivemos, nascemos, nos reproduzimos e morremos. Somos organizados como qualquer espécie animal.

Deus talvez seja a natureza. A natureza, sim, é criadora de tudo.

Acredito que Deus seja um forma de as pessoas não desabarem frente à algum problema. Acho positiva e completamente aceitável a existência dessa crença em relação à dificuldades que pessoas enfrentam. A maioria das pessoas precisa de algo em que acreditar para se reerguerem. Eu acredito em mim! Só eu posso fazer com que as coisas dêem certo ou não. Minhas escolhas e caminhos decidem meu destino e não uma força superior. E é normal. Só acreditando nas coisas é que elas podem dar certo. E nem por isso, uma força superior tenha que ser responsável.

Me revolta muito a crítica das pessoas à quem não acredita em Deus. Se você não é como a maioria, sempre será considerado como “errado”. Acredito na Ciência e ela não comprovou a existência dele. Além disso, não posso acreditar em algo que não sinto. E eu não sinto Deus.

Outra coisa que escuto muito é que quem não crê em Deus tem a cebeça fechada. Mas não é bem assim. Cabeça fechada é tomar alguma coisa como realiadade absoluta e irrevogável. É aceitar o que já vem imposto pela sociedade sem questionar.

Existem várias formas de crenças e inúmeros tipos de igrejas, pregações e abordagens. Assim como qualquer coisa, não se pode generalizar. Mas minha revolta sobre a crença cresce em cima desta incoerência. Se Deus é amor, o que há de errado com o Mundo? Se Deus é amor, por que há guerras em nome dele? Se Deus é amor, por que existem tantas pessoas se aproveitando dessa crença para forrar os bolsos?  Muitas pessoas saem dos cultos religiosos já cometendo “pecados”, como não fornecer ajuda a quem precisa, como falar mal da vida alheia e um simples ato de jogar um papel no chão. E o que falar dos padres pedófilos e homossexuais? A Igreja também não aceita o uso de preservativos. Deixa-se a população de todo o planeta morrer de Aids e a população crescer desenfreadamente?

Se não sinto hoje, não quer dizer que eu nunca vá sentir. Quem sabe, um dia, a ciência prove. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas, com certeza, se um dia eu vir a acreditar nessa força superior, que de alguma forma, faz bem à algumas pessoas, não será seguindo os padrões do cristianismo.

04
Ago
09

Sempre…

Vi esse texto no perfil do Orkut de uma amiga. E ele diz tudo:

“Detesto quando escuto aquela conversa:

- Ah, terminei o namoro…

- Nossa, estavam juntos há tanto tempo…..

- Cinco anos…que pena…acabou….

- É…não deu certo…

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona… Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar… ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa.

Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói.

Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração… Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… Ou se apaixonar… Ou se culpar…”

(Arnaldo Jabor)

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Pena que nem sempre é fácil…

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro…
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo…..
- Cinco anos…que pena…acabou….
- É…não deu certo…’

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de voce para voce mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para voce e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona… Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa.

Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói.

Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração… Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… Ou se apaixonar… Ou se culpar…

Enfim…quem disse que ser adulto é fácil ?

(Arnaldo Jabor)

04
Ago
09

Agosto – Mês do cachorro louco?

Sempre dizem que agosto é o mês do cachorro louco.

Ontem a tarde eu fui à casa de minha irmã ganhar uma graninha extra, dando uma geral na casa. Depois de tudo pronto, fui a pé da casa dela até a propriedade da minha mãe, que fica a cerca de 5 quilômetro de distância. Já fiz isso várias vezes, mas ontem foi punk!

Perdi a conta do número de cachorros que quase me atacaram. Eles latiam loucamente, corriam de um lado para o outro e chegavam muito perto de mim. Já fiz esse percurso outros dias, mas ontem havia algo diferente no ar. Eu nunca havia presenciado nada parecido com isso durante minhas caminhadas.

Sempre tive medo de cachorro, mas ontem, aprendi a enfrentar. Eu não tinha escolha. Poucas casas ao redor, muito mato e cachorros enlouquecidos.

.

Agora eu tenho certeza de que agosto é mesmo o mês do cachorro louco.

29
Jul
09

Sutilmente…

“E quando eu estiver triste

Simplesmente me abrace

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Quando eu estiver louco

Subitamente se afaste

Quando eu estiver fogo

Suavemente se encaixe

E quando eu estiver louco

Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo

Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto

Suplico que não me mate, não

Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim

Dentro de tudo que cabe em ti

.

E quando eu estiver triste

Simplesmente me abrace…”

Skank

28
Jul
09

Pode ser…

Ouvindo músicas da banda Pública, acabei pensando novamente sobre a minha fase atual. Esse descontentamento, esse desânimo e esse “não sei o que” que me falta…

E acho que o que aconteceu comigo é que eu caí na real. Caí na real e vi como realmente as coisas são. Vi que nada é como eu acreditava ser. Não sei se foi a viagem para os Estados Unidos, pode ser… Bem provável. Pode ser também, que estando aqui eu vislumbrava um mundo lá. E estando lá, havia uma louca expectativa de voltar. E agora? Trabalhando, namorando, me divertindo, errando às vezes e tá tudo tranqüilo. Tenho tido momentos maravilhosos. Alguns acontecimentos me chateiam, mas as coisas estão bem.

Tento não demonstrar, mas nada é igual e nunca mais vai ser. E a culpa não é de ninguém. Pode ser minha? Não sei… Mas aquela Camila de antes não volta mais. Bom? Ruim? Quem sabe?

Mudar é sempre bom. Essa nova Camila apenas ainda não descobriu como lidar com isso e como fazer uso dessa mudança positivamente.

Uma coisa é certa. Aquele sorriso que estava apagado pela saudade, voltou e está presente com bem mais freqüência.

Sorriso

27
Jul
09

Ontem acordei pensando nos meninos que tomava conta nos Estados Unidos.

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Morro de saudade do olhar de confiança de cada um deles. Morro de saudade dos abraços. Morro de saudade dos momentos de diversão. Morro de saudade das suas risadas sinceras. Morro de saudade das risadas que me proporcionavam. Morro de saudade do carinho que eu recebia. Morro de saudade de cansar meus braços fazendo o Alex dormir. Morro de saudade de ouvir o Alex aprendendo a falar. Morro de saudade de escutar a frase dita por ele: “Oh, man!”. Morro de saudade do Connor corrigindo meu inglês em fase de aprimoramento. Morro de saudade das caminhadas com o Jack. Morro de saudade deles…

Só não morro de saudades dos longos dias enclausuradas na minha solidão.

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Sábado postei um texto expressando minha revolta a respeito de minha mágoas. Mas achei extremamente depressivo e acabei excluindo. Disse-me minha mãe que as pessoas que lêem meu blog devem pensar que sou descontente com a vida. Não sou. Apenas os acontecimentos tristes e sentimentos negativos me inspiram a escrever. Segundo o comentário filosófico de minha irmã no post excluído, assim definido por ela, “sentir e compreender o que está sentindo é necessário. O pior é quando você faz de conta pra você mesmo que não está sentindo. Externar ou não é uma decisão que aparece depois da compreensão…”

Sentir e compreender o que está sentindo é necessário. O pior é quando você faz de conta pra você mesmo que não está sentindo. Externar ou não é uma decisão que aparece depois da compreensão... Tô filosófica, né? Hehehe. Beijão.