09
fev
10

Dexter: viciante!

Nunca entendi o fanatismo por seriados de tv. Já tive amigos viciados, irmãos, pais, conhecidos… mas nunca entendi porque essas pessoas não conseguiam sair da frente da televisão até que chegasse o último capítulo. Mas… como muita coisa na vida, para entender basta experimentar. E agora eu sei que seriado é como crack: vicia na primeira vez.

Meu irmão presenteou meu pai com a primeira temporada da série televisiva estadunidense Dexter. Resolvi ver “qualéqueé” a desse cara e me apaixonei. Não por ele, né? Até porque um assassino de “pessoas más”, incapaz de sentir não é nem um pouco atraente. Mas a história é dinâmica e cativa. É bem aquela coisa: “seria trágico se não fosse cômico”.

Pesquisando na internet, descobri que a série é baseada na obra de Jeff Lindsay, “Darkly Dreaming Dexter”. O protagonista é um especialista forense em amostras de sangue, que trabalha para o Departamento de Polícia de Miami. Acho que todo o charme da história é que Dexter é um assassino serial, que mata pessoas que a polícia não consegue prender. Suas “vítimas” são pessoas criminosas que fizeram outras sofrer, o que o torna um certo herói na história.

Bacana que ele sempre fala em máscaras, que ele precisa vestir para esconder sua dupla personalidade. Máscaras estas que todo mundo acaba usando para esconder o lado obscuro/”errado”/mal.

Como posso me afeiçoar por um assassino? Bem, Dexter, usando as tais máscaras consegue ser um sujeito muito educado, carismático, respeitado pelo departamento de polícia e que adora crianças. Além disso, ele tem um relacionamento amoros, engraçado, um tanto patético – até o ponto em que assisti -, com uma ex-mulher de um ex-presidiário que a agredia e estuprava.

A série é muito bem elaborada. E acredito que o vício se deva ao fato de que você precisa assitir até o final para conhecer o assassino e o desenrolar da história. Nada fica claro e a sede por descobrir os detalhes só aumenta a cada episódio.

“Hoje sou viciada. E o culpado é meu irmão!” – rsrsrsrs…

03
fev
10

Diga não!

São muito lindas e devem ser levadas em consideração todas as frases, pensamentos, crônicas e textos sobre “dizer sim”, sobre se permitir e sobre não se fechar para as coisas. Mas é certo que não se pode deixar de dizer “não”:

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“Diga não pra qualquer controle

Diga não pra qualquer descaso

Diga não pra quem não te ouve

Diga não!

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Diga não pra quem destrói o mundo

Diga não pra quem constrói demais

Diga não pra falta de visão

Diga não!

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Diga não pro prepotente

Diga não pro submisso

Diga não pra tudo isso

Diga não!

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Diga não pra quem faz a guerra

Diga não pra quem foge à luta

Diga não pra ter paz na terra

Diga não!

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Diga não pra quem engole tudo

Diga não pra falta de apetite

Diga não pra quem não tem limites

Diga não!

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Diga não pra tantas leis

Diga não pra tantos crimes

Diga não pra ficar livre

Diga não!

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Diga não pra quem tem demais

Diga não pra quem se deixa usar

Diga não pra desabafar

Diga não!

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Diga não pra ser ouvido, seja positivo

Diga não!”

(Leoni)

29
jan
10

O primeiro a gente nunca esquece!

Ontem fiz algo histórico. No auge dos meus 21 anos e 7 meses de vida, fiz meu primeiro chimarrão. Na verdade já tentei fazer antes, mas nunca com sucesso. Arrumei a cuia e tomei uma térmica sozinha, lendo o livro “Co-dependência nunca mais” – livro que renderá um post futuramente.

Tudo bem. Na primeira tentativa não deu certo e depois queimei a língua – o que me dói até agora. Pensei em chamar minha avó, que mora na casa ao lado, mas pensei: “fala sério… se eu não conseguir fazer um chimarrão, não faço mais nada na vida.” E consegui.

Há quem pense: “e daí?” Mas pra mim, isso significa muito. Tenho percebido certas alterações em minhas atitudes, em minhas vontades e em meus conceitos. Fazer um chima e sentar sozinha lendo um livro não é uma tividade que se incluía na minha vida tempos atrás.

Aliás, sempre achei chimarrão anti-higiênico. E é. Por quantas bocas aquela bomba passou? Mas levando em conta que muitas vezes nem sabemos o que acontece nas cozinhas dos restaurantes e lanchonetes, isso não é nada.

O chimarrão é uma prova de que a cultura é algo muito forte. Nunca me conformei com o fato de ser uma gaúcha que não gostasse de chimarrão e até acredito que existam pessoas que não curtem mesmo. Talvez a questão seja ampliar horizontes e experimentar com vontade mesmo. Até porque, ninguém gosta de cerveja quando começa a beber, né?

25
jan
10

“É tão fácil se esconder

É muito simples falar do que não sabe

Fazendo vingar de toda ilusão desse pequeno mundo

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Se quase tudo é frágil

Eu uso o escudo, eu vejo miragens no fim do mundo

Nos sonhos da tarde, nos braços alheios

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Hoje o dia está perfeito

E parte a tristeza em pedaços

Deixa a timidez de lado e teremos um dia só pra nós

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Pois é tão simples falar sobre as coisas

Quando as coisas são simples

E hoje em dia quase nada mais é pecado

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Ah, quem sabe espero um pouco mais

Eu sei, não é fácil olhar pra trás

Não tenho pressa pra entender

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Vem, pro Oriente nós vamos partir

Dobrando esquinas a gente vai sumir

E à luz de velas iluminar o mundo”

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(Fabrício Borges)

22
jan
10

Faz parte e não troco por nada!

Li em algum lugar uma frase de algum autor que diz assim:

“Trabalhe com o que gostas e nunca precisarás trabalhar na vida.”

Achei a frase bem interessante. E concordo com ela até certo ponto. Como já escrevi em outro post, fazer o que se gosta é fundamental. Trabalhar deixa de ser aquela obrigação e acaba se confundindo com o lazer.

O “porém” disso tudo é que, ao existir a cobrança, os prazos e a pressão, o negócio muda um pouco. Fazer locução é o que mais gosto. Escrever também é sempre muito bom. Só que quando devo escrever sobre algo em que não acredito, ou soubre algo que não gosto, deixa de ser assim tão gostoso.

Quando meu namorado foi convidado para tocar em uma banda de rock’n'roll (bastante conhecida aqui na região), ele me dizia que a pressão do dono líder da banda acabava sufocando o prazer de estar no palco. Eu não entendia, até sentir na pele.

Mas faz parte. E não troco minha “profissão” por nada.

13
jan
10

Ciência explica diferenças entre homens e mulheres

Adoro escrever. E adoro muito mais escrever sobre assuntos que me interessam. Na Revista Radar desse mês, foi publicada matéria, de minha autoria, sobre a diferença entre os sexos. Motivada pelo o livro suuuper divertido “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”, resolvi tentar esclarecer algumas frustrações destes dois universos sexuais tão distintos.

O livro levanta inúmeros aspectos interessantes e tive que deixar muita coisa de fora. Confira a matéria e fique um pouco mais por dentro das nossas diferenças.

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Movimentos feministas pregam a igualdade entre os sexos. Mulheres e homens ocupam os mesmos cargos e estão no mesmo nível praticamente em todos os lugares. Mas todo mundo sabe que, bem ou mal, somos diferentes. Os australianos Allan e Barbara Pease, embasados em muita pesquisa, elaboraram um livro e constataram cientificamente alguns aspectos sobre a diferença entre homens e mulheres.

Segundo Allan e Barbara tudo está no cérebro. As diferenças são provenientes da estrutura cerebral. Cérebros de homens são diferentes dos femininos. Essa diferença nos leva aos conflitos e à dificuldade de relacionamento. O entendimento entre homens e mulheres seria uma boa alternativa para substituir as fraquezas individuais pela força coletiva.

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Desde os primórdios

A evolução de homens e mulheres se deu de forma diferente. No tempo das cavernas homens iam caçar e mulheres ficavam com o grupo. A definição da função masculina era simples: caçador de comida. O homem desenvolveu o senso de direção e a pontaria para atingir a caça. A mulher era uma perpetuadora da espécie. Cuidando de sua família, a mulher tinha a necessidade de aprimorar o senso de direção de curta distância e identificar alteração de comportamento e aparência das crianças e dos adultos. Conseqüentemente, seus corpos e cérebros tomaram rumos diversos, se adaptando às necessidades. Na nossa civilização atual essas regras antigas foram abandonadas, o que ainda tem nos causado grandes confusões e aborrecimentos.

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As coisas mudam

Atualmente, buscamos em nossos parceiros amor, romance e realização pessoal, o que difere da civilizações pré-históricas. A sobrevivência já não é mais prioridade, já que, em organização, a garantimos com nossos sistemas e instituições.

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O cérebro

Por muito tempo acreditou-se que as diferenças existiam apenas pelo fato do condicionamento social. As atitudes se justificavam pela influência de pais e professores, que refletem a sociedade em que estão inseridos. Meninas usam rosa e meninos usam azul. Meninas ganham bonecas de presente e meninos ganham carrinhos. Até pouco tempo, acreditava-se que o cérebro humano nascia em branco e que suas influências e convivências imprimiam suas escolhas e pensamentos.

Recentes pesquisas comprovam que os hormônios e o cérebro são os principais responsáveis pelas atitudes e comportamento. “Isso quer dizer que, ainda que criados em uma ilha deserta, sem uma sociedade organizada ou pais que os influenciassem, meninos competiriam física e mentalmente entre eles, formando grupos com uma nítida hierarquia, e meninas trocariam toques e carinhos, se tornariam amigas e brincariam com bonecas”, cita o livro de Allan a Barbara.

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Conspiração masculina?

Desde os anos 60, inúmeros movimentos tentam convencer a sociedade de que o governo, seitas religiosas e instituições de ensino são os responsáveis pela dominação masculina e pela tentativa de impedimento de mulheres se destacarem. Existe a pregação de que mulheres e homens são idênticos e que tem os mesmos direitos. Porém, é cientificamente comprovado que o funcionamento cerebral de homens e mulheres é diferente.

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Mulher é um radar

A maioria das mulheres percebe rapidamente quando alguma pessoa não está no seu estado normal. O homem só desconfia quando os sinais são mais evidentes. Isso se explica pelo fato de a mulher possuir habilidades sensoriais mais aguçadas que o homem. A tal “intuição feminina” nada mais é do que a apurada capacidade em detectar mínimas alterações na aparência a no comportamento dos outros.

Através de pesquisa tomográfica, o professor Ruben Gur, neuropsicólogo da Universidade da Pensilvânia, constatou que as mulheres estão constantemente recebendo e analisando informações que chegam do ambiente que as cerca, mesmo em repouso. Por isso, que mulheres sabem muito mais sobre seus filhos do que seus esposos.

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Campos visuais diferentes

Comprovadamente, a mulher tem uma maior capacidade em detectar e descrever cores. Além disso, ela possui uma visão periférica muito mais abrangente que a do homem e uma excelente percepção de objetos em curta distância. Os olhos do homem são maiores que os da mulher, e o cérebro masculino é configurado para uma visão a longa distância. Isso explica porque o homem tem facilidade em encontrar caminhos e dificuldades em encontrar coisas em uma gaveta.

Para Allan e Barbara “a vida da mulher é muito menos estressante quando ela entende a dificuldade que o homem tem de enxergar a curta distância. Por outro lado, quando uma mulher diz ‘Está no armário!’, é melhor o homem acreditar e continuar procurando.”

Esse campo visual mais amplo das mulheres explica o motivo por serem raramente surpreendidas observando outro homem. Já o homem, é sempre acusado de “devorar com os olhos”. Pesquisas comprovam que mulheres observam tanto o sexo oposto quanto os homens, porém, a visão periférica feminina a impede de ser percebida. O homem tem a necessidade de movimentar a cabeça, diferentemente da mulher.

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Homens tem dificuldades de mentir para as mulheres

Em uma conversa frente a frente, os sinais não verbais correspondem por 60 a 80% do impacto da mensagem. Paras as palavras restam de 7 a 10%. Por possuir um equipamento sensorial de alta qualidade, a mulher percebe com maior eficiência sinais visuais e verbais. É por isso que homens tem dificuldade de mentir para uma mulher em uma conversa cara a cara.

Como a mulher sabe perceber estes sinais, fica mais fácil de mentir, porque o homem, em sua maioria, não possui sensibilidade suficiente para notar a diferença.

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Homens são insensíveis?

Como no mundo feminino a percepção é muito mais desenvolvida, elas esperam que os homens também sejam capazes de ler seus sinais de linguagem verbal, vocal e corporal e adivinhar seus desejos, tal como faria outra mulher. Pela origem e evolução da espécie humana, isso não é possível. A mulher acredita que um homem será capaz de descobrir o que ela quer ou precisa e, quando isso não acontece, o considera insensível. Já o homem, sem entender, explica que não é obrigado a ter pensamentos. Homens não são bom “leitores de mentes”, mas com treino é possível melhorar.

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Cérebros masculinos programados para se concentrar em uma atividade específica

A mulher consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. O homem não. Segundo Barbara e Allan isso não é mito. Cérebros femininos diferem de masculinos. O cérebro do homem é compartimentado e configurado para se concentrar em uma atividade específica. Por isso que ele não consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. Já o cérebro feminino é programado para realizar múltiplas tarefas, o que facilita atender a um telefonema enquanto executa uma receita e assiste televisão.

A mulher utiliza os dois lados do cérebro ao mesmo tempo, o que diminui o senso de direção, demorando mais para definir direita de esquerda. No caso do cérebro masculino, é utilizado um lado de cada vez, o que facilita a identificação. Esse fato contribui para a reclamação de que mulheres não sabem o que é “direita” e o que é “esquerda”.

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Homens fazem sexo e mulheres fazem amor mesmo?

Existe uma certa convenção de que homens fazem sexo e mulheres fazem amor. Na opinião de muitos jovens, esta questão é relativa. É o caso da professora Vanessa Janaína Musskopf, de 23 anos, moradora do bairro Teutônia. “Acredito que hoje em dia esta afirmação se torna um tanto preconceituosa, pois existem muitos homens que não fazem sexo só por prazer e sim por envolver sentimento”, diz Vanessa. Segundo ela, este conceito é proveniente de um passado, em que “homens apenas tinham o dever de ser o chefe de família e a mulher deveria ser submissa e criadora de seus filhos. Segundo ela, “hoje em dia não está mais assim, tanto homens como mulheres são capazes sim de amar”.

Já para Marcos Augusto Grave, escrevente, 20 anos, morador do bairro Languiru, hoje em dia são poucas as pessoas – mulheres e homens – que vêem a relação sexual como amor. “Na minha opinião, ambos podem fazer amor e sexo, dependendo apenas da relação efetiva que existe entre os companheiros”, diz Marcos.

Um estudo do Kinsey Institute demonstrou que 37% dos homens pensam em sexo a cada 30 minutos. Apenas 11% das mulheres apresentam a mesma freqüência. O nível constantemente alto de testosterona no homem é o responsável: ele está sempre interessado e pronto para o sexo.

O apetite sexual é resultado de um coquetel de hormônios comandados pelo cérebro. A testosterona é a principal responsável pelo que pode ser chamado de disposição para o sexo. Existe uma certa razão na afirmação de que o sexo está na cabeça. Na mulher, fatores psicológicos, como intimidade, confiança e afinidade se juntam para criar as condições que levam o cérebro a liberar o coquetel de hormônios. No homem, o coquetel está sempre a postos – a qualquer hora, em qualquer lugar.

Dificilmente a mulher feliz no casamento terá um caso fora dele, mas para o homem é uma situação comum. Mais de 80% dos relacionamentos acabam por iniciativa da mulher. Isso acontece, devido ao fato de que quando ela percebe que a relação é somente física, na maioria das vezes, desiste. O cérebro masculino, dividido em compartimentos, vê uma coisa de cada vez: isola amor e sexo e lida com cada um em separado. O homem se satisfaz com um relacionamento baseado em forte atração física.

A localização do amor no cérebro ainda não está bem definida, mas os estudos mostram que no cérebro feminino existe uma rede de conexões entre o centro do amor e o centro do sexo, sendo que o primeiro tem que ser ativado antes do segundo. No cérebro masculino, parece não haver essas conexões, facilitando a separação entre amor e sexo.

Segundo o livro de Barbara e Allan, Para o homem, sexo é sexo e amor é amor. “Às vezes, os dois acontecem juntos. Quando a mulher descobre que seu companheiro tem um caso com outra, a primeira pergunta é: ‘Você ama aquela mulher?’ Se o homem responde que foi apenas atração física, é provável que esteja dizendo a verdade. O cérebro feminino não tem estrutura para entender ou aceitar uma resposta dessas. Para a mulher, sexo e amor andam juntos, e pior do que o ato sexual em si é o rompimento do contrato emocional e da confiança que tinha nele. Se ela tiver um caso e disser que não significou nada, provavelmente estará mentindo. Quando a mulher vai para a cama com um homem é porque tem uma ligação emocional com ele. Atenção: como sempre, estamos falando da maioria.”

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Empatia pode ser a solução

Ambos os sexos devem ser iguais em relação aos direitos, deveres e oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades. E esta, segundo Allan e Barbara, é uma questão política e moral. A inexistência de identidade entre homens e mulheres é uma questão científica. “As diferenças entre os cérebros de homens e mulheres estão perfeitamente claras, acima de qualquer especulação, preconceito ou dúvida razoável”, cita o livro.

O entendimento entre ambos pode solucionar certos conflitos. Colocar-se no lugar do parceiro e principalmente entender os motivos pelos quais somos diferentes é fundamental. Cabe a nós aprendermos a lidar com as situações. Como diz Marcos, “o mais interessante nessas diferenças é que podemos aprender uns com os outros, procurando ser um ser humano mais completo.”

08
jan
10

Derrubado o mito do Ponto G

Todas nós – mulheres -  já sabíamos: o ponto G não existe. O centro de estudos King’s College, de Londres, divulgou um estudo derrubando o mito do ponto G.

Descoberto – ou definido – por Ernst Gräfenberg, o famoso Ponto G seria a mais sensível das zonas erógenas femininas, supostamente um aglomerado de terminações nervosas localizado dentro do canal vaginal. Sites, revistas e guias explicam como encontrá-lo e como fazê-lo funcionar, pois a dificuldade de localizá-lo é quase que unânime.

Essa dificuldade talvez se deva ao fato de que ele não existe! Segundo os pesquisadores britânicos, o Ponto G não passa de fruto da imaginação. O estudo, publicado no Journal of Sexual Medicine, explica que as mulheres imaginam o Ponto G – e algumas até o encontram – movidas por revistas e terapeutas sexuais que apostam na idéia.

Na pesquisa, foram acompanhadas mulheres que tinham irmãs gêmeas, entre 23 e 83 anos. Por causa dos genes idênticos, logicamente, se uma irmã afirmar que possui o Ponto G, a outra também o perceberá. Porém, não houve um padrão entre as participantes do estudo. Resultado: o Ponto G é cultural e as mulheres que afirmam que ele existe sentem muito mais prazer em outras partes do corpo, são jovens e bem-resolvidas sexualmente.

Outra conclusão dos pesquisadores, que achei muito interessante, é de que uma dieta e uma rotina saudável contribuem para uma vida sexual muito mais feliz. Aliás, acho que esses dois ítens são fundamentais para tudo.

Nunca acreditei nesse mito. Não somos máquinas em que se aperta um botão e o orgasmo acontece. Não acredito que exista algum ponto em comum, em todas as mulheres, que as façam chegar ao ápice em uma relação sexual. Cada mulher é diferente e cada carícia também. Não existem fórmulas. O que existe é cumplicidade à dois, intimidade, conhecimento do corpo do outro e principalmente muita conversa. Ah, deixar o egoísmo de lado – principalmente você homens – ajuda muito.

05
jan
10

Sempre mais mais mais…

O ano começa e aquela velha sensação que eu odeio toma conta. Eu, sendo tão sética, não deveria sentir esse vazio todo, a final, não é só mais um dia? Acontece que até o mais sético dos mais séticos acaba se influenciando por essa onda “ano novo, vida nova”. Todo mundo espera mudanças no novo ano, todo mundo faz projeções, todo mundo acaba tendo a esperança de que tudo vai melhorar.

Velhas Novas decepções com amigos, velhas novas irritações com comércios e vizinhos, velhas novas contas a pagar… Tudo se repete. Mesmo que os primeiros dias de 2010 estejam sendo perfeitos – tenho me divertido muito, estado em paz com minha família e em perfeita sintonia e harmonia com o Edu as pessoas que amo – algo me parece estranho. Não sei explicar exatamente o que me falta. Talvez seja apenas uma TPR – Tensão Pós Reveillon.

Sou ansiosa por natureza e tenho sido bem menos do que já fui. E preciso, urgentemente, que algo ótimo e novo aconteça. “Eu sempre quero mais que hoje. Eu sempre quero mais que ontem. Eu sempre quero mais do que posso ter! Mais do que palavras. Mais do que promessas. Mais do que o mundo pode me dar!”

Mas tô feliz! E é isso o que importa!

02
jan
10

Novo ano e os velhos maus padrões permanecem

Caraca!!! Já estamos em 2010! Acho que esta virada de ano foi a melhor da minha vida. Não existe nada melhor do que brindar uma “nova fase” na companhia da família, na companhia daquelas pessoas que fazem meus dias melhores. Pai, mãe, Lipe, Bina, Deni e Edu! Claro que faltou a Pati e o Giu para completar a lista dos indispensáveis, mas meu réveillon foi muito bom!

Alegrias à parte, temos que concordar que nem tudo são flores. Deslisamentos assoladores, mortes no trânsito, brigas, assaltos e violência não dão trégua. E, mesmo que o ano seja novo os velhos maus padrões permanecem. Um exemplo disso é o comércio alimentício de Teutônia.

Ontem a noite, juntamente com a família do meu namorado, percorri a cidade atrás de algum lugar para jantar. A qualidade do atendimento já não é das melhores em qualquer época do ano e percebo que, pelo fato de a maioria dos restaurantes e lanchonetes estarem fechados, em plena sexta-feira de feriadão – coisas de interior -, o negócio  ficou pior ainda. Os três estabelecimentos que encontramos abertos estavam lotados. Tentamos nos acomodar em um deles, mas não haviam cadeiras suficientes. Frente à má vontade de “agilizar” o espaço, nos vimos obrigados a tentar outra opção.

Na segunda tentativa parecia que a coisa iria engrenar. É. Só parecia. Lugar havia, mas o atendimento era catastrófico. 20 minutos até sermos atendidos. 1h e meia até os os cachorros-quentes chegarem frios à nossa mesa em pão de Xis – nem fomos solicitados a respeito da troca do pã0. E o que mais me indignou e acabou com minha noite foi o conteúdo do meu lanche: quilos e mais quilos de maionese, milho, salsicha e queijo. E aí eu pergunto: isso é cachorro-quente?

Chamei o dono do estabelecimento e desisti de comer.  Ele pediu que eu aguardasse, dizendo que iria fazer outro. Mas já passava da meia-noite e precisava ir pra casa dormir. Fiquei sem jantar e indignada. A justificativa foi de que a noite estava muito movimentada, fora dos padrões.

Tudo bem, eu entendo que talvez eles tenham sido pegos de surpresa. A demora do lanche é totalmente compreensível. Porém, não se pode admitir a má qualidade dos lanches e do atendimento. Essa lancheria, tem pouco movimento em relação às outras e justamente quando estão quase todas fechadas, na hora de conquistar os clientes que estiveram ali pela falta de opção, eles fazem tudo errado. Assim fica difícil. Sem dúvida, vou pensar duas vezes antes de voltar. Quem sabe no dia 01 de janeiro de 2011 quando poucas portas estiverem abertas.

28
dez
09

Deixa o equilíbrio ir embora!

“Vamos deixar as janelas abertas

E deixar o equilíbrio ir embora

Cair como um saxofone na calçada

Amarrar um fio de cobre no pescoço

Acender o intervalo pelo filtro

Usar um extintor como lençol

Jogar pólo-aquático na cama

Ficar deslizando pelo teto

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Da nossa casa cega e medieval

Cantar canções em línguas estranhas

Retalhar as cortinas desarmadas

Com a faca surda que a fé sujou

Desarmar os brinquedos indecentes

E a indecência pura dos retratos no salão

Vamos beber livros e mastigar tapetes

Catar pontas de cigarros nas paredes

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Abrir a geladeira e deixar o vento sair

Cuspir um dia qualquer no futuro

De quem já desapareceu

Deus, Deus, somos todos ateus

Vamos cortar os cabelos do príncipe

E entregá-los a um deus plebeu

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E depois do começo

O que vier vai começar a ser o fim”

(Depois do Começo – Renato Russo)

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Feliz 2010 à todos nós!!!!

23
dez
09

Botei meu sapatinho na janela do quintal, Papai Noel deixou o que?

Amanhã é véspera de Natal. E dessa vez, resolvi não manifestar minha revolta em relação a datas como esta. Não vou falar da hipocrisia, do consumismo, nem de todas aquelas coisas ruins que penso a respeito. Os presentes estão comprados, a ceia está planejada e resolvi que vou entrar no espírito de ondas positivas e esquecer alguns conceitos que as circunstâncias me obirgaram a formar.

Recentemente, conversando com minha família, relembramos um episódio que me arrepia até hoje. Meu pai, movido a vapor (ou seria a Diesel?), escreveu um texto sobre isso. Eu pensei até em fazer um link, ou copiar aqui. Mas resolvi contar a minha versão sobre a história.

Sempre fui incentivada por meus pais a colocar o sapatinho na janela. Tanto que até minha mamadeira foi parar lá, para o Papai Noel levar. Era sempre tão bom acordar de manhã e ir correndo ver o que o bom velhinho havia me deixado. Bombons, pirulitos, balas, doces, tudo o que uma criança mais aprecia.

Certa vez, pedi para meu pai me ajudar a colocar um sapato na janela. Ansiosa, fui logo dormir para que chegasse mais rápido o novo dia. De manhã, ao acordar, fui checar o que o Papai Noel havia me ofertado. Pra minha surpresa não havia doce, nem presente algum. Mas sim, um bilhete:

“Querida Camila! Faltam treze dias para o Natal.

Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada,

pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado.

Eu voltarei. Abraços : PAPAI NOEL”

Aquilo foi muito melhor do que qualquer bala que eu pudesse receber. Lembro que fiquei imaginando a cena exata dele indo ao armazém, preocupado em me agradar, e se deparando com suas portas fechadas.  Achei o máximo ele ter me escrito um bilhete, ao invés de simplesmente me deixar acreditando que ele havia se esquecido de mim. Como eu poderia ficar chateada diante de tanta preocupação?

Como posso falar de meus conceitos de hoje, se tenho ótimas lembranças dos tempos de crianças? Como posso pensar que não farei coisas especiais para meus filhos se acreditar em Papai Noel me trouxe coisas tão bacanas?

Não importa se um dia a gente se decepciona com a inexistência do Santa Claus. O que importa são as boas recordações e as coisas lindas que fazem para nos deixar felizes. O que importa é ver que alguém tirou um tempo de sua vida, para procurar um presente especial. O que importa é fazer de cada momento, algo especial.

Sempre achei o cúmulo usar datas comemorativas para reaproximações. Mas se esta data for uma desculpa para reatar amizades e reerguer relacionamentos, por que não? Tudo vale quando se tem boas intensões.  Pequenas ações podem mudar o dia das pessoas. Até deixar um simples bilhete.

Bons momentos a todos!

“Qrida Camila! Faltam treze dias para o Natal. Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada, pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado. Eu voltarei. Abraços :  PAPAI NOEL”
22
dez
09

The polainas!

No último sábado, esteve em Teutônia, a banda porto-alegrense The Polainas. Uma banda sensacional! Interpretando clássicos dos anos 80, a The Polainas subiu ao palco do Ginásio da Associação dos Funcionários da Languiru, para tocar para no máximo 100 pessoas. Lamentavelmente, o ginásio estava vazio.

Mas isso não me impediu de curtir cada acorde, cada música, cada batida. Depois do Ira!, esse foi o melhor show que já vi. Acredito que seja a melhor banda que já tocou em Teutônia. Ao mesmo tempo que me engrandeço por ter presenciado tal apresentação, fico decepcionada, mais uma vez, com o povo teutoniense. Talvz os organizadores do evento tenham pecado na divulgação do mesmo, mas o povo daqui não sabe apreciar boa música.

Fico pensando também, como deve ter sido para a banda subir ao palco com o ginásio daquele jeito. Acredito que não há coisa pior para uma banda do que falta de público. Mesmo assim, eles arrasaram! Sintonia total entre eles. Vocalistas afinados. Backing vocal perfeito. Guitarras afinadíssimas com um timbre maravilhoso. Um show que deu de dez em muita banda que acha que toca muito!

Com exceção do tecladista, que fez uma piadinha muito chata sobre que não sabíamos o que é New Order – a gente conhece, tá? – , a banda toda foi muito atenciosa. Principalmente, o Tchê Gomes – ex-integrante da TNT – e a Gaby – vocalista.

Cara, eu estava mesmo precisando de uma festa boa assim pra dançar. Revitalizante!!!!

A seguir, matéria de minha autoria sobre a The Polainas, publicada na Revista Radar do mês de Dezembro:

> Neste mês, a banda The Polainas, de Porto Alegre, estará presente durante a programação de encerramento do Regional Sicredi, organizado pela Associação Esportiva de Integração Regional – ASSINE. A banda The Polainas, que está na estrada há dois anos, interpreta músicas do pop rock nacional e internacional dos anos 80. Com arranjos originais e performances divertidas, a banda faz covers de ícones como Madonna, David Bowie, Michael Jackson, Kid Abelha, The Police e Roxette.

Conversamos, por telefone, com o idealizador da banda, “Tchê Gomes”, ex-guitarrista da lendária banda gaúcha TNT. Confira abaixo o bate-papo com esse ídolo do rock gaúcho e descubra porque você não pode perder o show da banda The Polainas, no dia 19 deste mês, no ginásio da Languiru.

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Quem é a The Polainas?

“A Banda The Polainas é, essencialmente, intérprete de clássicos da música Pop dos anos 80. Coloquei isso como meta, como fator importante para que eu pudesse vender a banda. Inclusive, porque é uma banda usualmente chamada de “cover”. Às vezes até de uma maneira pejorativa. Acho que até no âmbito do circuito dos próprios músicos. Mas o fato é que, quando começou a banda, a gente tinha no repertório algumas coisas que saíam um pouco dos anos 80 e acabamos percebendo que se não fechássemos esse foco, nós estaríamos sempre abertos para eventualmente ter de colocar alguma música que acabou de ser lançada no rádio, que estreou na Mtv ou que apareceu na novela. Então, por um lado, facilita um pouco a maneira de definir a banda e ao mesmo tempo faz com que a banda toque em lugares mais específicos, como festas temáticas. Então, somos uma banda que interpreta só clássicos dos anos 80.”

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Breve histórico de cada integrante:

“TCHÊ” GOMES: “Sou músico desde a década de 80. Fui, por muito tempo, guitarrista da banda TNT. Compus algumas músicas junto com o Charles Master, tendo algumas feito bastante sucesso, como ‘Não sei’, ‘A irmã do Doctor Robert’, ‘Nunca mais voltar’. Sou autor dessas músicas e cantei algumas delas no TNT. De toda a trajetória, do primeiro disco em 1986 até o último LP em 1993, onde a gente ainda era contratado pela BM&G, eu estive presente. Fiz uma carreira nessa banda de rock que acabou sendo super conhecida e referente na história do rock gaúcho.

Atualmente sou também guitarrista da Tenente Cascavel, que é uma banda que juntou o repertório de TNT e Cascavelletes. Então, divido meu tempo com a administração da Tenente Cascavel, com a The Polainas e ainda dou aulas de guitarra. Dar aula é muito gratificante e me dá um prazer enorme. Faço isso a algum tempo, mas hoje me sinto muito mais a vontade porque cheguei num patamar artístico, em que eu preciso dividir o que aprendi como instrumentista com as pessoas, com quem tiver vontade e interesse de aprender.”

MARCOS CHABACO: “O baterista é um músico que também toca com outros artistas aqui do Sul. É o baterista do Catuípe. Já acompanhou outras bandas também que fazem bailes e festas em clubes. É um cara que, quando entrou na banda, justamente por ele ter essa estrada de músico de baile, automaticamente se encaixou e se adequou ao nosso repertório. É um cara que eu já conhecia a muito tempo também. Inclusive, ele foi hold da TNT nos anos 90. É um grande músico.”

OTÁVIO MASTROBERTI: “Ele é o tecladista e cuida de toda a parte dos sons eletrônicos. Ele já tocou com bandas de cover que já fizeram muito sucesso, que praticamente abriram esse tipo de mercado aqui em Porto Alegre, que tocaram muito no Bar Opinião.”

DANIEL PIETA: “É o contra-baixista e cantor da banda. Já foi vocalista da Rola Stones, já teve outras bandas covers, por exemplo de Beattles. Enfim, já trabalhou com outros artistas de Porto Alegre.”

GABY: “É a cantora principal da banda e é uma das organizadoras e também posso dizer que ela chega até a ser uma mentora dessa qualidade que a banda tem de tocar músicas dos anos 80. Ela foi uma que bateu muito o pé na hora de definir e tocar o repertório que temos hoje.

Então, somos cinco integrantes. Cada um com uma trajetória de mais 15 anos de música.”

.

Como tem sido a trajetória da banda?

“Nós estreamos em novembro de 2007. Estamos com dois anos de banda. Tivemos uma trajetória belíssima até agora. Em pouco tempo a gente conseguiu registrar o nome The Polainas como uma banda que tem um bom show, um bom repertório; uma banda que faz uma festa super animada. Eu acabo chegando à conclusão de que a gente tem realmente feito um bom trabalho. Até porque Porto Alegre é uma cidade que, atualmente, tem muitas bandas, é um mercado muito concorrido. Somos uma banda contratada de uma casa, em que a gente toca 4 vezes ao mês. E dá pra contar nos dedos de uma mão bandas que tem a sorte de ter um lugar fixo pra tocar, onde se paga um cachê muito generoso, onde nós somos tratados com muito respeito. Então, temos uma trajetória de dois anos com muito êxito.

Me sinto muito orgulhoso de ter conseguido reunir esse grupo, que começou a se juntar, porque, primeiramente, eram pessoas que tinham uma qualidade artística e que iriam contribuir para um bom resultado. E é o que está acontecendo.”

.

Por que o nome The Polainas?

“Bah, guria, vou te contar uma pequena historinha. Meu compadre tem um amigo que, de vez em quando, vai nos churrascos, nos nossos encontros. Ele é um cara que, dentro daquele grupo de amigos – pessoal também ligado à música e tal – eventualmente acaba sugerindo nomes à algumas bandas. Aquelas ideias malucas de noitadas, de festas, em que o cara abre a boca e sai um nome bom de banda. Um dia a gente estava em uma destas festas e se comentou que esta pessoa teria dado um nome para uma banda de pagode, praticamente de uma hora pra outra: 37 não é febre. Eu fiquei pensando nesse nome, porque é uma coisa lógica e tem uma explicação. De fato, 37 não é febre. E quando a gente já estava ensaiando e eu precisava arranjar um nome pra banda, pensava em dar um nome que tivesse coerência com a proposta de trabalho que a gente estava desenvolvendo, que é colocar as pessoas para dançar. Então, pensei em alguma coisa que tivesse a ver com ‘esquentar as canelas’, porque quando a gente dança, a gente esquenta as canelas. E cheguei à conclusão de que as polainas esquentam as canelas. Na verdade, demorei bastante tempo pra engolir esse nome, apesar de ser uma sugestão minha. Mas o pessoal todo adorou e tá aí. Tá se encaixando, as pessoas gravam rapidamente e é um nome engraçado. Tem um fator que também contribui que é o fato de que polaina é uma peça bem característica daquela fase oitentista.”

.

Onde e como são os ensaios?

“Atualmente a gente não tem muitos encontros na semana porque todos nós temos outras atividades musicais. Como, em todo o final de semana temos show naquela casa que falei, nos comunicamos através da internet e por torpedos através do celular. Mandamos links das músicas escolhidas pra tocar no show – não mais do que duas. No dia do show a gente vai antes para o o local e chegamos com a música pronta. A gente ensaia umas duas vezes e vamo embora pro show. Já teve casos em que a gente nem passou a música antes, tocando ela direto. Então, isso é um baita de um desafio. É uma qualidade que a gente adquiriu e é um trabalho de confiança: a gente define as músicas e corre pro show pra tocar.”

.

Isso só é possível devido ao excelente entrosamento entre vocês, certo?

“Ah, isso é muito importante. A gente tá tocando há dois anos e a banda sofreu algumas alterações desde o nosso início. Tocar todos os finais de semana – e a gente faz isso – dá uma cancha muito grande para o artista. Todos nós estudamos os nossos instrumentos diariamente. A vocalista cuida da voz, tem uma orientadora profissional da área da fonoaudiologia. A gente cuida do nosso trabalho, da nossa saúde física e mental. Isso tudo contribui para formemos um ótimo grupo de trabalho. Claro que enfrentamos problemas eventualmente. Com frequência a gente tenta fazer conversas, encontros, para poder redefinir metas. Mas acho que até agora está tudo dando certo.”

.

Em relação a músicas próprias? Existe esta pretensão? Ou músicas covers é o único caminho?

“No ano passado, nós gravamos três covers – uma delas está no You Tube, é só procurar por The Polainas – que foi um passo inicial. Para o ano que vem, nossa meta é gravar uma ou duas músicas para dar um ponta a pé nesse projeto de gravar músicas autorais. Ainda não sabemos se iremos gravar músicas de composições nossas. Porque, por exemplo, eu componho, mas meu trabalho de composição não tem o perfil dos The Polainas. Nossa ideia é coletar material de amigos nossos. O Serginho Moah é um exemplo. Ele é um cara que está nos ‘devendo’ uma música de autoria dele, pra criarmos um link e ele é um amigão nosso. Temos vários amigos como Acústicos e Valvulados, Nenhum de Nós. Enfim,várias bandas de Porto Alegre. Então, a gente quer tentar puxar um material desses artistas para poder colocar a nossa cara e fazer uma aposta. Acho que a música autoral pode criar um outro grande leque para nós. É algo em que estou acreditando muito para o ano que vem. Acho que até o final do primeiro semestre teremos alguma novidade nesse sentido.”

.

Além da própria vontade de vocês, quem é o responsável por dar aquele gás para subir no palco e arrasar?

“Praticamente em todo final de apresentação existe manifestação das pessoas de que a nossa banda é a melhor banda de cover de Porto Alegre. Claro que isso é um respaldo do público. Então, isso é algo que me infla muito. Isso é o que me dá vontade de continuar fazendo e arriscando. É o resultado de um trabalho que está sendo feito com seriedade, com carinho, com muito amor e com muita responsabilidade. Cachê bacana, agenda cheia é só resultado disso tudo que estou falando. Quando percebo esse ‘feed back’ do público é o sinal de que a coisa está indo certo. Acho que a pilha mais forte que tenho é a do público que nos assiste, que nos acompanha, que manda mensagem, que sugere música.”

.

O que a banda não toparia?

Vou te dizer uma coisa que a gente não topou há poucos dias. Como nossa banda só toca anos 80, uma casa muito bacana de Porto Alegre que nos contratou para tocar umas três vezes durante o ano em festas temáticas. Há alguns dias, um agente da casa me procurou e me disse que queriam uma banda que tocasse músicas do Rappa, Marisa Monte. Eles queriam um repertório Brasil contemporâneo. Gostaram tanto de nós que gostariam de nos ver tocando esse tipo de música. Além disso, o agente me propôs mudar o nome da banda para fazer aquela apresentação. Claro que recebi a proposta dele e não foi uma ofensa pra mim. Mas quando passei isso para o grupo, senti que ficaram um pouco ofendidos. Então acho que o que não faríamos, atualmente, é justamente abandonar esse perfil que resolvemos adotar e que está dando certo. Se fugíssemos do que nos propomos a fazer, estaríamos puxando o nosso próprio tapete.”

.

Como tu vês o mercado de trabalho para bandas do estilo anos 80?

“Eu vejo de uma maneira bem simples. Como eu já falei, na metade dos anos 80 eu já tocava e o que eu vi em todo esse tempo é que isso é um ciclo interminável. Vemos coisas acontecendo, coisas sendo descobertas. Essa linguagem tem um ápice, depois decai. Daqui a pouco a mídia descobre no gueto coisas novas e o que era gueto vira popular. E depois cai de novo. Acho que a coisa não para. É sempre assim, em ciclo. E de uma fase para outra, o que eu vejo é que as linguagens musicas vão absorvendo umas às outras. Por exemplo, os Acústicos e Valvulados são da década de 90, com características e influências de bandas de rock doas anos 80 – TNT é uma delas. Quando chegaram ao pico, eu percebi que tinha alguma coisa para aprender com aquilo. Comecei a criar uma paixão grande pela arte que os guris estavam fazendo e aquilo influenciou, de alguma maneira, na música que vim a fazer depois. Então, é uma corrente enorme de influências, de ideias e de comunicação que anda como se fosse numa montanha russa. E essa minha maneira de ver me ajuda muito a lidar com essas fases onde a curva está lá em baixo. O artista é assim. Vive de altos e baixos.”

.

Qual o perfil do fã do The Polainas?

“Diria que a faixa etária é de 25 anos para cima. Só que nos shows, a gente vê que tem uma gurizada nova não acreditando no que está vendo, que está gostando muito. As pessoas às vezes vão ao show do The Polainas a minha procura, ‘o Tchê, aquele guitarrista do TNT’, e se deparam com uma coisa totalmente nova e surpreendente. Isso encanta. É um público jovem que está descobrindo essas músicas que estamos revitalizando.”

.

Qual a freqüência de shows no interior?

No ano passado eu estava conseguindo agendar uma média de dois/três shows por mês. Mas como desde março deste ano tem um contrato naquela casa de show que falei, relaxei e não vendi mais show e não fiz mais contatos. São raras as vezes que eu abro uma exceção para ir tocar. No caso de Teutônia, é bem especial. Numa festa, da qualidade que vai ter, eu me vi bem inclinado a criar condição e dar uma oportunidade para que viesse a acontecer. Estamos muito contentes e vai ser muito bacana.”

Neste mês, a banda The Polainas, de Porto Alegre, estará presente durante a programação de encerramento do Regional Sicredi, organizado pela Associação Esportiva de Integração Regional – ASSINE. A banda The Polainas, que está na estrada há dois anos, interpreta músicas do pop rock nacional e internacional dos anos 80. Com arranjos originais e performances divertidas, a banda faz covers de ícones como Madonna, David Bowie, Michael Jackson, Kid Abelha, The Police e Roxette.

Conversamos, por telefone, com o idealizador da banda, “Tchê Gomes”, ex-guitarrista da lendária banda gaúcha TNT. Confira abaixo o bate-papo com esse ídolo do rock gaúcho e descubra porque você não pode perder o show da banda The Polainas, no dia 19 deste mês, no ginásio da Languiru.

Quem é a The Polainas?

“A Banda The Polainas é, essencialmente, intérprete de clássicos da música Pop dos anos 80. Coloquei isso como meta, como fator importante para que eu pudesse vender a banda. Inclusive, porque é uma banda usualmente chamada de “cover”. Às vezes até de uma maneira pejorativa. Acho que até no âmbito do circuito dos próprios músicos. Mas o fato é que, quando começou a banda, a gente tinha no repertório algumas coisas que saíam um pouco dos anos 80 e acabamos percebendo que se não fechássemos esse foco, nós estaríamos sempre abertos para eventualmente ter de colocar alguma música que acabou de ser lançada no rádio, que estreou na Mtv ou que apareceu na novela. Então, por um lado, facilita um pouco a maneira de definir a banda e ao mesmo tempo faz com que a banda toque em lugares mais específicos, como festas temáticas. Então, somos uma banda que interpreta só clássicos dos anos 80.”

Breve histórico de cada integrante:

“TCHÊ” GOMES:Sou músico desde a década de 80. Fui, por muito tempo, guitarrista da banda TNT. Compus algumas músicas junto com o Charles Master, tendo algumas feito bastante sucesso, como ‘Não sei’, ‘A irmã do Doctor Robert’, ‘Nunca mais voltar’. Sou autor dessas músicas e cantei algumas delas no TNT. De toda a trajetória, do primeiro disco em 1986 até o último LP em 1993, onde a gente ainda era contratado pela BM&G, eu estive presente. Fiz uma carreira nessa banda de rock que acabou sendo super conhecida e referente na história do rock gaúcho.

Atualmente sou também guitarrista da Tenente Cascavel, que é uma banda que juntou o repertório de TNT e Cascavelletes. Então, divido meu tempo com a administração da Tenente Cascavel, com a The Polainas e ainda dou aulas de guitarra. Dar aula é muito gratificante e me dá um prazer enorme. Faço isso a algum tempo, mas hoje me sinto muito mais a vontade porque cheguei num patamar artístico, em que eu preciso dividir o que aprendi como instrumentista com as pessoas, com quem tiver vontade e interesse de aprender.”

MARCOS CHABACO: O baterista é um músico que também toca com outros artistas aqui do Sul. É o baterista do Catuípe. Já acompanhou outras bandas também que fazem bailes e festas em clubes. É um cara que, quando entrou na banda, justamente por ele ter essa estrada de músico de baile, automaticamente se encaixou e se adequou ao nosso repertório. É um cara que eu já conhecia a muito tempo também. Inclusive, ele foi hold da TNT nos anos 90. É um grande músico.”

OTÁVIO MASTROBERTI: “Ele é o tecladista e cuida de toda a parte dos sons eletrônicos. Ele já tocou com bandas de cover que já fizeram muito sucesso, que praticamente abriram esse tipo de mercado aqui em Porto Alegre, que tocaram muito no Bar Opinião.”

DANIEL PIETA: “É o contra-baixista e cantor da banda. Já foi vocalista da Rola Stones, já teve outras bandas covers, por exemplo de Beattles. Enfim, já trabalhou com outros artistas de Porto Alegre.”

GABY:É a cantora principal da banda e é uma das organizadoras e também posso dizer que ela chega até a ser uma mentora dessa qualidade que a banda tem de tocar músicas dos anos 80. Ela foi uma que bateu muito o pé na hora de definir e tocar o repertório que temos hoje.

Então, somos cinco integrantes. Cada um com uma trajetória de mais 15 anos de música.”

Como tem sido a trajetória da banda?

“Nós estreamos em novembro de 2007. Estamos com dois anos de banda. Tivemos uma trajetória belíssima até agora. Em pouco tempo a gente conseguiu registrar o nome The Polainas como uma banda que tem um bom show, um bom repertório; uma banda que faz uma festa super animada. Eu acabo chegando à conclusão de que a gente tem realmente feito um bom trabalho. Até porque Porto Alegre é uma cidade que, atualmente, tem muitas bandas, é um mercado muito concorrido. Somos uma banda contratada de uma casa, em que a gente toca 4 vezes ao mês. E dá pra contar nos dedos de uma mão bandas que tem a sorte de ter um lugar fixo pra tocar, onde se paga um cachê muito generoso, onde nós somos tratados com muito respeito. Então, temos uma trajetória de dois anos com muito êxito.

Me sinto muito orgulhoso de ter conseguido reunir esse grupo, que começou a se juntar, porque, primeiramente, eram pessoas que tinham uma qualidade artística e que iriam contribuir para um bom resultado. E é o que está acontecendo.”

Por que o nome The Polainas?

“Bah, guria, vou te contar uma pequena historinha. Meu compadre tem um amigo que, de vez em quando, vai nos churrascos, nos nossos encontros. Ele é um cara que, dentro daquele grupo de amigos – pessoal também ligado à música e tal – eventualmente acaba sugerindo nomes à algumas bandas. Aquelas ideias malucas de noitadas, de festas, em que o cara abre a boca e sai um nome bom de banda. Um dia a gente estava em uma destas festas e se comentou que esta pessoa teria dado um nome para uma banda de pagode, praticamente de uma hora pra outra: 37 não é febre. Eu fiquei pensando nesse nome, porque é uma coisa lógica e tem uma explicação. De fato, 37 não é febre. E quando a gente já estava ensaiando e eu precisava arranjar um nome pra banda, pensava em dar um nome que tivesse coerência com a proposta de trabalho que a gente estava desenvolvendo, que é colocar as pessoas para dançar. Então, pensei em alguma coisa que tivesse a ver com ‘esquentar as canelas’, porque quando a gente dança, a gente esquenta as canelas. E cheguei à conclusão de que as polainas esquentam as canelas. Na verdade, demorei bastante tempo pra engolir esse nome, apesar de ser uma sugestão minha. Mas o pessoal todo adorou e tá aí. Tá se encaixando, as pessoas gravam rapidamente e é um nome engraçado. Tem um fator que também contribui que é o fato de que polaina é uma peça bem característica daquela fase oitentista.”

Onde e como são os ensaios?

“Atualmente a gente não tem muitos encontros na semana porque todos nós temos outras atividades musicais. Como, em todo o final de semana temos show naquela casa que falei, nos comunicamos através da internet e por torpedos através do celular. Mandamos links das músicas escolhidas pra tocar no show – não mais do que duas. No dia do show a gente vai antes para o o local e chegamos com a música pronta. A gente ensaia umas duas vezes e vamo embora pro show. Já teve casos em que a gente nem passou a música antes, tocando ela direto. Então, isso é um baita de um desafio. É uma qualidade que a gente adquiriu e é um trabalho de confiança: a gente define as músicas e corre pro show pra tocar.”

Isso só é possível devido ao excelente entrosamento entre vocês, certo?

“Ah, isso é muito importante. A gente tá tocando há dois anos e a banda sofreu algumas alterações desde o nosso início. Tocar todos os finais de semana – e a gente faz isso – dá uma cancha muito grande para o artista. Todos nós estudamos os nossos instrumentos diariamente. A vocalista cuida da voz, tem uma orientadora profissional da área da fonoaudiologia. A gente cuida do nosso trabalho, da nossa saúde física e mental. Isso tudo contribui para formemos um ótimo grupo de trabalho. Claro que enfrentamos problemas eventualmente. Com frequência a gente tenta fazer conversas, encontros, para poder redefinir metas. Mas acho que até agora está tudo dando certo.”

Em relação a músicas próprias? Existe esta pretensão? Ou músicas covers é o único caminho?

“No ano passado, nós gravamos três covers – uma delas está no You Tube, é só procurar por The Polainas – que foi um passo inicial. Para o ano que vem, nossa meta é gravar uma ou duas músicas para dar um ponta a pé nesse projeto de gravar músicas autorais. Ainda não sabemos se iremos gravar músicas de composições nossas. Porque, por exemplo, eu componho, mas meu trabalho de composição não tem o perfil dos The Polainas. Nossa ideia é coletar material de amigos nossos. O Serginho Moah é um exemplo. Ele é um cara que está nos ‘devendo’ uma música de autoria dele, pra criarmos um link e ele é um amigão nosso. Temos vários amigos como Acústicos e Valvulados, Nenhum de Nós. Enfim,várias bandas de Porto Alegre. Então, a gente quer tentar puxar um material desses artistas para poder colocar a nossa cara e fazer uma aposta. Acho que a música autoral pode criar um outro grande leque para nós. É algo em que estou acreditando muito para o ano que vem. Acho que até o final do primeiro semestre teremos alguma novidade nesse sentido.”

Além da própria vontade de vocês, quem é o responsável por dar aquele gás para subir no palco e arrasar?

“Praticamente em todo final de apresentação existe manifestação das pessoas de que a nossa banda é a melhor banda de cover de Porto Alegre. Claro que isso é um respaldo do público. Então, isso é algo que me infla muito. Isso é o que me dá vontade de continuar fazendo e arriscando. É o resultado de um trabalho que está sendo feito com seriedade, com carinho, com muito amor e com muita responsabilidade. Cachê bacana, agenda cheia é só resultado disso tudo que estou falando. Quando percebo esse ‘feed back’ do público é o sinal de que a coisa está indo certo. Acho que a pilha mais forte que tenho é a do público que nos assiste, que nos acompanha, que manda mensagem, que sugere música.”

O que a banda não toparia?

“Vou te dizer uma coisa que a gente não topou há poucos dias. Como nossa banda só toca anos 80, uma casa muito bacana de Porto Alegre que nos contratou para tocar umas três vezes durante o ano em festas temáticas. Há alguns dias, um agente da casa me procurou e me disse que queriam uma banda que tocasse músicas do Rappa, Marisa Monte. Eles queriam um repertório Brasil contemporâneo. Gostaram tanto de nós que gostariam de nos ver tocando esse tipo de música. Além disso, o agente me propôs mudar o nome da banda para fazer aquela apresentação. Claro que recebi a proposta dele e não foi uma ofensa pra mim. Mas quando passei isso para o grupo, senti que ficaram um pouco ofendidos. Então acho que o que não faríamos, atualmente, é justamente abandonar esse perfil que resolvemos adotar e que está dando certo. Se fugíssemos do que nos propomos a fazer, estaríamos puxando o nosso próprio tapete.”

Como tu vês o mercado de trabalho para bandas do estilo anos 80?

“Eu vejo de uma maneira bem simples. Como eu já falei, na metade dos anos 80 eu já tocava e o que eu vi em todo esse tempo é que isso é um ciclo interminável. Vemos coisas acontecendo, coisas sendo descobertas. Essa linguagem tem um ápice, depois decai. Daqui a pouco a mídia descobre no gueto coisas novas e o que era gueto vira popular. E depois cai de novo. Acho que a coisa não para. É sempre assim, em ciclo. E de uma fase para outra, o que eu vejo é que as linguagens musicas vão absorvendo umas às outras. Por exemplo, os Acústicos e Valvulados são da década de 90, com características e influências de bandas de rock doas anos 80 – TNT é uma delas. Quando chegaram ao pico, eu percebi que tinha alguma coisa para aprender com aquilo. Comecei a criar uma paixão grande pela arte que os guris estavam fazendo e aquilo influenciou, de alguma maneira, na música que vim a fazer depois. Então, é uma corrente enorme de influências, de ideias e de comunicação que anda como se fosse numa montanha russa. E essa minha maneira de ver me ajuda muito a lidar com essas fases onde a curva está lá em baixo. O artista é assim. Vive de altos e baixos.”

Qual o perfil do fã do The Polainas?

“Diria que a faixa etária é de 25 anos para cima. Só que nos shows, a gente vê que tem uma gurizada nova não acreditando no que está vendo, que está gostando muito. As pessoas às vezes vão ao show do The Polainas a minha procura, ‘o Tchê, aquele guitarrista do TNT’, e se deparam com uma coisa totalmente nova e surpreendente. Isso encanta. É um público jovem que está descobrindo essas músicas que estamos revitalizando.”

Qual a freqüência de shows no interior?

“No ano passado eu estava conseguindo agendar uma média de dois/três shows por mês. Mas como desde março deste ano tem um contrato naquela casa de show que falei, relaxei e não vendi mais show e não fiz mais contatos. São raras as vezes que eu abro uma exceção para ir tocar. No caso de Teutônia, é bem especial. Numa festa, da qualidade que vai ter, eu me vi bem inclinado a criar condição e dar uma oportunidade para que viesse a acontecer. Estamos muito contentes e vai ser muito bacana.”

09
dez
09

Lutamos tanto por direitos e morrer é um deles

Não sou fã da Leila Lopes. Nem sei muita coisa sobre sua “carreira”. Mas sei, através dos veículos de comunicação, que a atriz se suicidou no último dia 3, em sua residência, deixando uma carta de despedida. Nesta segunda-feira, os familiares da atriz divulgaram trechos da carta. Os trechos divulgados são bem interessantes. Olha isso:

“Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui ludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas… Vocês dirão: Todos vivem! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui.

Se existe sentimento maior que o amor, eu desconheço!”

A carta é um tanto contraditória. Não acredito que uma pessoa ABSOLUTAMENTE FELIZ – como ela se descreveu – queira dar um fim à sua vida. Mas penso que esse é um direito dela.

Onde quero chegar com este texto? Bom, na Zero Hora de hoje foi publicado um artigo sobre a carta. No texto, consta que o ato da família de Leila em publicar a carta alarmou especialistas.

“Eles entendem que a leitura do documento pode estimular pessoas em sofrimento psíquico a repetir o ato.

(…) Tradicionalmente, a imprensa brasileira não publica informação sobre suicídios. O pacto não escrito assenta-se na percepção de que a divulgação dos atos incentiva novas mortes.

O psicanalista Mário Corso considerou grave o precedente.  ‘Não tem de publicar isso. Não é esclarecedor e não traz vantagem para ninguém. A pessoa deprimida que lê a carta pode se sentir traduzida e motivada por ela. Quem está namorando a ideia da morte e vê esse exemplo, pode reunir coragem’, alerta.

O fato de se tratar de uma pessoa famosa, diz Corso, amplifica o risco da divulgação da carta. O psicanalista observa que, no imaginário popular, virar artista da Globo e ser reconhecido na rua, como Leila, representa o ápice do sucesso. ‘A pessoa pensa: se ela que é famosa e linda se mata, por que eu que não sou nada disso não vou me matar?’, diz o especialista.”

Concordo plenamente que é preciso cuidado. Concordo que famosos exercem uma grande influência sobre as pessoas. Porém, acredito que cada um é responsável por si. O fato de a carta de Leila Lopes ser o incentivo que falta para alguém fazer o mesmo que ela, é apenas mais um fator que levou a pessoa a fazer isso. A carta por si jamais fará uma pessoa seguir o “mal exemplo” citado pela mídia.

Na carta ela diz que está cansada de viver, que não quer sofrer, que pra ela já deu. Quantas vezes você já sentiu assim? Inúmeras, né? Mas não é por ler as palavras da atriz, que, ingenuamente acreditava que iria reencontrar sua mãe e ficar ao lado de Deus, que você vai decidir pôr um fim nisso tudo.

Leila Lopes não deve ter servido de molde para a sociedade. O que mais ouvi, após a sua morte, é que ela era promíscua e atriz de filmes pornô. E mesmo se tivesse sido “boazinha”, como a maioria das famosas são consideradas, ela é humana! E se pessoas se espelham em outras em suas atitudes, azar é o delas.

Publicar trechos da carta é um ato de liberdade de expressão. Blogs, colunas, jornais, rádios, etc., também são formas de influência. E quanta gente utiliza destes para “fazer a cabeça” do povo?

E outra, suicídios ocorrem diariamente. Acidentes de trânsito, abuso de álcool, abuso de comidas, abuso de remédios, etc, etc, etc. Lutamos tanto por direitos e morrer é um deles. Quem é dono da minha vida? Eu, né? Então, se eu quero terminar com ela mais rápido, fica a meu critério.

08
dez
09

Um ano…

Ontem fez um ano que entrei no avião para os Estados Unidos. Um ano que começou uma das fases mais inesquecíveis de minha vida. Um ano que muita coisa se esclareceu para mim. Um ano que larguei tudo em busca de um sonho. Um ano que fiz uma escolha que me rendeu frutos.

Há quem pense que foi moleza e que voltei por ser fraca. Mas não foi. Foi duro demais! Viver em um país onde não se conhece ninguém, com uma cultura totalmente diferente, com padrões completamente diversos do que estava habituada, trabalhando muito, com pouca privacidade, com liberdade limitada, longe das pessoas que mais amo, é com toda certeza, uma experiência de vida impossível de ser descrevida. E, sem margem de dúvida, para retornar antes do prazo previsto, é preciso ser muito forte.

Voltei e demorei muito tempo para processar e entender tudo o que havia acontecido. Levei tempo para me encontrar novamente. Em 29 de dezembro serão 8 meses desde que retornei. E hoje, tendo conseguido perder os 15 kg que adquiri com todas aquelas coisas deliciosas e completamente industrializadas que consumi e tendo conseguido encontrar “meu lugar”, posso dizer que não me arrependo de ter ido e de ter passado tanta dificuldade. Tampouco me arrependo de ter voltado antes. Foi um período de intenso crescimento que JAMAIS se apagará de minha memória!

Gostaria de mandar um beijo especial para as gurias que, comigo, formaram o Quarteto Fantástico da viagem: Cris Salib, Dani e Grazi! Acredito que nós, gaúchas, não nascemos para a exploração e para o sofrimento. As quatro embarcaram no mesmo dia no mesmo sonho. Nenhuma de nós seguiu as primeiras ideias até o fim, mas com certeza, trilhamos os melhores caminhos possíveis. Saudades!

05
dez
09

PANE na vizinha!

Como sabem, estou morando sozinha. E, estando a sala da minha casa vazia, a banda do meu namorado tem ensaiado lá. Há duas semanas, uma vizinha impertinente ligou, após um ensaio, para meu pai. Ela perguntou se ele sabia o que a filhinha dele estava fazendo. Ela ainda teve a audácia de sugerir que ele aparecesse de surpresa.

Cara, quando ele me disse isso, me indignei! Poxa vida… Tenho 21 anos e pessoas continuam tentando estragar minhas felicidades. Que mal tão grande eu fiz para sempre ter alguém metendo o bedelho?

Tá certo que, onde moro, as casas são todas muito próximas. Mas peraí. Eles ensaiam em sábados à tarde. Se fosse domingo, ou à noite, tudo bem… eu não acharia ruim. E tem mais. Essa mesma vizinha que reclamou do meu barulho não tem a capacidade de olhar pra si mesma. Nunca reclamei do filho dela jogando bola em frente à minha janela aos domingos de manhã. Nunca reclamei desse mesmo guri que sempre entra no meu pátio para resgatar a bola que perdeu. Nunca reclamei das músicas “dor de corno” – como diz meu irmão – que a tal vizinha sempre escuta em alto volume.  Nunca reclamei do alto tom de voz que ela usa para falar mal das pessoas na janela de sua casa.

Durante essas duas semanas a vi vária vezes. Diferentemente do que eu faria anos atrás, não falei nada. Nem olhei torto. Cumprimentei-a com a maior falsidade simpatia do mundo. Superioridade e indeferença são as melhores armas.

Hoje é sábado. Dia de ensaio! A partir das 15h mais PANE no sistema e provalmente pane na vizinha!

E que venham as próximas ligações!

27
nov
09

Encontre o lado legal das coisas e faça disso uma magia…

Ontem, uma conversa pelo msn com uma amiga de longa data, me fez perceber que as coisas não são mais tão trágicas pra mim. Parece que, finalmente, deixei de ver minha vida “como um musical dos anos trinta” ou como um dramalhão mexicano. Além disso, entendi o motivo por sermos amigas confidentes há tanto tempo: somos muito parecidas. Muitas vezes me senti assim como ela estava se sentindo ontem. Confira a baixo trechos da minha conversa com ela e entenda porque eu digo isso:

Amiga diz (17:04):

Bah, guria. Tô sentindo falta de amizade.

Me sinto muito sozinha aqui

(…)

Amiga diz (17:07):

Oh, eu sou muito chata??

Cαmiℓα diz (17:07):

Pq isso? Tu sabe q não. Pq tah pedindo?

Amiga diz (17:08):

Ah.. não sei… Mas parece que as gurias não gostam muito de mim.

Cαmiℓα diz (17:08):

Eu me sinto igualzinha a ti às vezes…

É q a maioria das gurias não são como nós, eu acho..

Ou nós não somos como elas.

A gente não se encaixa nos padrões. Tu sabe disso..

Amiga diz (17:09):

Pois é.  Tô ficando triste com isso

Às vezes eu tenho vontade de largar tudo e ir embora

Cαmiℓα diz (17:10):

Calma… Isso é assim.. e nunca vai mudar..

Eu também me canso disso, às vezes..

Mas em todo lugar que tu fores vai ser assim.

(…)

Amiga diz (17:17):

As gurias sao legais.. eu gosto delas, mas acho que elas nao gostam de mim.

Não é que nao gostam, mas sabe quando tu sente que nao é aquilo?

Cαmiℓα diz (17:17):

sim.. sei bem…

(…)

Cαmiℓα diz (17:18):

Mas sei lá.. tenta não pensar nisso.. Pq se tu ficar pensando: “ah elas nao me curtem”,

Vai fik sempre se remoendo e sofrendo com isso.

Amiga diz (17:19):

é..

Cαmiℓα diz (17:19):

Pq tu sabe q o problema não é tu

Amiga diz (17:19):

Tomara..

Cαmiℓα diz (17:19):

É mesmo.. Se a gente nao se enquadra,

não quer dizer q somos um problema…

hehe

A gente só nao é igual a maioria

AINDA BEM!!

Amiga diz (17:20):

:)

Cαmiℓα diz (17:20):

Mesmo q a gente sofra com isso

(…)

Amiga diz (17:22):

E tu como tá??

Cαmiℓα diz (17:22):

Eu tô bem.

Tri bem!

(…)

Cαmiℓα diz (17:29):

Mas é estranho tb.. É estranho estar tranquilo..

Pq na minha vida nada foi muito tranquilo até agora..

hehehe

Amiga diz (17:30):

De repente agora vai ser..

Cαmiℓα diz (17:30):

é

hehe

Amiga diz (17:31):

Era bem melhor quando a gente tava no colegio né??

Cαmiℓα diz (17:31):

Era e nao era…

Amiga diz (17:31):

Muito mais compliado agora

Cαmiℓα diz (17:32):

É e não é…

Sei lá..

Acho que agora a gente vê as coisas melhor.

Antes tinha uma fantasia sobre o futuro e eu não gosto de pensar q eu era iludida.

Pq é isso q acontece.

Qnd a gnt é criança tudo é ilusao e perde a graça pq a gente descobre a verdade..

… assim como Papai Noel.

hehe

Amiga diz (17:33):

Então, agora perdeu a graca.

Cαmiℓα diz (17:33):

Mas tem q tentar achar a graça das coisas.

Antes, ir pra uma festa, sair na noite era o máximo.

E pensa q coisa boa estar em casa com o namorado..

e tipo.. sou muuuito feliz por estar trabalhando na minha área,

por ouvir as pessoas comentando, elogiando.

Tem q tentar achar o lado legal e fazer disso uma magia!

(nossaaaa…) heheh

Amiga diz (17:34):

Muito profunda

hehe

Tem razao

Cαmiℓα diz (17:35):

profundidíssima

hehe

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E TENHO DITO!

26
nov
09

Quando eu era pequeno, eu achava a vida chata!

Atualizando minhas leituras ao blog do meu pai, li um texto em que ele inicia com a primeira frase de uma música que adoro desde criança: “quando eu era pequeno, eu achava a vida chata”. Lembro de quando eu procurava aquele vinil do Lulu Santos e colocava no toca discos que ficava na pizzaria da minha família. Ficava ansiosa pela chagada daquela música e quando começava a tocar aquele tin tin tin tin inicial da música, noooossa!!!! Explosão de sentimentos! Muito bom!

Não sei o motivo pela identificação com a música. Talvez seja a primeira estrofe:

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“Quando eu era pequeno

Eu achava a vida chata

Como não devia ser

Os garotos da escola

Só a fim de jogar bola

E eu queria ir tocar guitarra na TV”

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Não. Eu não queria ir tocar guitarra na TV, mas sempre fui (ou me senti) diferente das garotas da minha escola e da minha convivência. Hábitos, vontades, pensamentos, ideais e principalmente opniões. Acho que já escrevi isso em algum post, mas até “do contra” eu era considerada. E até hoje é assim. Não que eu queira ser diferente, não que eu queira pensar e ver as coisas por outros ângulos. Simplesmente é assim.

E voltando à música, observando a letra, é incrível como ele retrata a vida e a vida de um músico. Primeiro, falando sobre os conselhos de sua mãe, que ao final se confirmaram. E depois, é magnífica a combinação de palavras que ele utiliza pra falar como é sacrificante a vida do músico:

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“Hoje eu vendo sonhos

Ilusões de romance

Te toco, minha vida

Por um troco qualquer

É o que chamam de destino

E eu não vou lutar com isso

Que seja assim enquanto é”

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Que seja assim enquanto é. Trocando a vida pelo que chamam de destino. Trocando a convivência em família pelo que se ama e pelo que se tem o dom. Tocando sua vida em versos. Lindo, lindo!

Engraçado que hoje, mesmo interpretando essa música de outra maneira, ela continua me causando a mesma sensação.

Hoje eu vendo sonhos
Ilusões de romance
Te toco, minha vida
Por um troco qualquer
É o que chamam de destino
E eu não vou lutar com isso
Que seja assim enquanto é
19
nov
09

“Ser descontente é ser homem” – Fernando Pessoa

Matéria sobre o descontentamento humano, de minha autoria, publicada na Revista Radar do mês de setembro:

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Aparentemente, o ser humano é descontente por natureza. Se tem cabelo liso, quer enrolar. Se é crespo, quer alisar. Ou o objetivo é emagrecer ou então é engordar. Uma espinha indesejada, uma linha de expressão não esperada.

Além dos constantes defeitos que as pessoas encontram em seus corpos, existe o descontentamento no emprego, numa construção, no instrumento, no bolo que acabou de ser feito, na roupa que comprou. Além disso, dificilmente estamos plenamente satisfeitos em nossas relações, seja de amizade, de amor ou profissional. Sempre existe alguma coisa na outra pessoa que nos deixa frustrados.

Por mais que se tente agradar o outro, nunca é suficiente. O que se faz na melhor das intenções pode ser interpretado de maneira não esperada, nem tampouco ser percebido. E, nesse caso, já são mais dois descontentes, ou frustrados: o que agiu em prol do outro e o que não entendeu a atitude. Na tentativa de agradar, muitas vezes, se esquece de que somos seres humanos e que a interpretação dos acontecimento faz parte da nossa ordem biológica.

“Ser descontente é ser homem”, já dizia Fernando Pessoa. Com essa frase, Pessoa queria dizer que somente os seres humanos podem ser infelizes, dentro da afirmativa de que o homem é o único ser vivo do Planeta que possui sentimentos. A capacidade de raciocínio do homem faz com que ele se interrogue sobre sua vida e sobre certas situações que não compreende. A partir disso, se depara com situações que não são exatamente as esperadas e então surge o descontentamento. O problema pode estar na grande expectativa que o homem cria em relação Quando se espera demais por algo, dificilmente o resultado é o pretendido.

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Opinião

“Penso que o homem na sua essência é pleno de contentamento, porém em determinados momentos, nossos anseios nos deixam descontentes. Ao longo da nossa caminhada somos muito influenciados pela mídia, pelo ambiente e pelas pessoas que nos cercam. Acredito que aqueles que vivem reclamando de tudo e de todos aceitam a idéia de que felicidade é ter saúde, muitas posses e conforto (exemplos provando o contrário não nos faltam). Quando essas pessoas não conseguem desfrutar do todo imaginado, se deprimem. E, ao invés de refletir sobre as verdadeiras origens do negativismo, passam a reclamar de tudo e de todos. É mais fácil, e acaba se tornando uma mania.

Acredito que acabamos associando muitas lembranças e sentimentos aos objetos, gerando um certo apego a eles. E perder, em qualquer aspecto, não é uma sensação prazerosa, pois fere o ego. Penso que aqueles que apenas valorizam as coisas quando as perdem, ainda não se deram conta de que é natural e constante estarmos ganhando e perdendo; ‘é a vida’, como dizem. Gostaria que aprendêssemos a valorizar as coisas enquanto as temos, até a hora de perdê-las.”

Dieter Bayer, 23 anos, Languiru, estudante de Medicina Veterinária e Auxiliar administrativo

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“Todos nós, frequentemente reclamamos de tudo e a todo o momento. É muito fácil olhar para os erros e dizer: ‘fracassei de novo’, ao invés de dizer: ‘não era por aí, acho que da próxima vez tenho que seguir um caminho diferente’. O ser humano é um animal que jamais será entendido por inteiro. Está na cabeça de cada um olhar primeiro os defeitos e erros dos outros do que as qualidades e coisas boas das pessoas. As pessoas tem um costume ruim de só olhar para as coisas ruins. Quando estamos quase perdendo as coisas boas é que lembramos dos momentos bons que passamos, ou o que aquilo passou de bom para nós.”

Jéferson Diesel, 22 anos, Canabarro

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“Não acredito que o homem carregue uma herança genética que determine esse descontentamento. Penso que temos uma necessidade vital de mudança. Para que as mudanças necessárias para a sobrevivência e a felicidade aconteçam, é preciso que a pessoa esteja descontente com a situação. A partir deste descontentamento cria soluções para seus problemas. Vivemos buscando uma felicidade que é utópica, nunca estamos satisfeitos, sempre queremos algo a mais. Os motivos são variados e muitas das vezes até insignificantes, que dali há alguns dias já se resolveram. A vida continua e nós lembramos de agradecer? Não! Continuamos a reclamar e querendo mais e mais!!

Depois de um certo período, as pessoas tendem a se acomodar, muitas vezes deixando de zelar por algo que em tempos anteriores consideravam algo valioso e importante. Inconscientes do descaso, acabam não dando mais o devido valor, como antes faziam. No momento em que acontece algo que ponha em risco esse ‘bem precioso’, a pessoa volta a enxergar e a valorizar o que considera importante.”

Michele Beatris Bagestão, 21 anos, Teutônia, Professora de Educação Especial

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“Para mim, o ser humano é descontente por natureza. Dificilmente nos contentamos com o que temos e sempre tentamos ter mais. Tentamos ver o mundo do nosso jeito, mas vivemos diferente. Com isso, ficamos sempre reclamando. Muitas vezes, não damos bola para algumas coisas que só sentimos saudades quando perdemos. Por exemplo, um parente. Não nos damos tempo de visitá-lo e quando morre, nos sentimos culpados e nos arrependemos. Aí vem a frustração e o descontentamento de sempre.”

Evandro von Mühlen, 19 anos, Canabarro, repositor

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Ponto positivo

O descontentamento, se analisado por outro ângulo, pode ser positivo. É ele o responsável por fazer com que homens e mulheres estudem, se qualifiquem e batalhem, buscando melhores colocações no mercado de trabalho. O descontentamento também mobiliza as pessoas a cobrar seus direitos e protestar contra injustiças. A insatisfação faz com as pessoas não fiquem estagnadas e acomodadas. Mobiliza pessoas a melhorar e evoluir, não permanecendo assim, no mesmo padrão imposto pela sociedade.

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Curta os bons momentos

É completamente compreensível que não se esteja plenamente feliz ou satisfeito com tudo o que acontece. Mas existem pessoas que reclamam e se chateiam com praticamente tudo. Ou o Sol está muito forte, ou a chuva atrapalha. O frio é muito ruim e o calor sufoca.

A insatisfação pode ser uma questão de aceitação. As pessoas são insatisfeitas por opção. A vida pode ser muito mais simples e mais fácil do que se imagina. Um “bom dia”, um “muito obrigado” e um “por favor” fazem uma grande diferença nas relações. Esses valores estão sendo esquecidos. As pessoas reclamam dos outros sem olhar para si. Comece por você. Mude sua rotina. Acorde com vontade de ver nascer um novo dia. Como disse Renato Russo, “por que esperar se podemos começar tudo de novo? A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer.” Relaxe e curta os bons momentos!

14
nov
09

Oficina de Jornalismo – Rádio Guaíba / 2009

Durante esta semana, de 9 à 13 de novembro, participei da Oficina de Jornalismmo da Rádio Guaíba, em Porto Alegre. Depois de enviar uma sugestão de pauta para a Feira do Livro e de gravar a locução de um mini-boletim de rádio, eu e mais 12 jovens fomos selecionados, dentre mais de 150 inscritos de todo o Estado. E foi muito bom!

A partir desta oficina, pudemos sentir o que é fazer jornalismo em um grande grupo de comunicação. Tivemos contato e palestras com profissionais da área, como Rogério Mendelski, Rodrigo Koch e Ataídes Miranda. Conhecemos os bastidores da imprensa futebolística, do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e da Assembléia Legislativa. Conhecemos as instalações da Rádio Guaíba e conversamos com a nova geração do grupo: Geórgia Santos, Ronaldo Berwanger e Lucas Rivas.

Em meio a todas estas atividades, ainda tivemos que gravar um boletim de rádio sobre a 55a Feira do Livro. Procurando um assunto, encontrei uma coleção chamada Filsofinhos da Tomo Editorial. Um conjunto de livros que ensina fiolosfia para crianças. Crianças podem entender o mundo da fiolosofia através de histórias simples, perfeitamente ilustradas, através de autores  como Freud, Desacartes e Platão. Cada um produziu seus textos, gravou sonoras e fez a locução de sua pauta.

Meu boletim me rendeu o prêmio de Boletim Destaque. Fiquei muito feliz. Eu não estava esperando a premiação. E isso, me faz ter cada vez mais certeza de que estou fazendo o que nasci pra fazer. Estou cada vez mais apaixonada pelo mundo do rádio e da comunicação. DSC03803

É até difícil descrever tudo o que aprendi. Foram cinco dias cansativos, de trabalho, de visitas e de muita informação. Sem contar todas as pessoas bacanas que conheci. Todos os meus colegas de Oficina, sem exceção, eram muito bacanas, apesar de os guris só falarem em futebol (hehehe).

05
nov
09

Mallu Magalhães, uma esperança

malu-magalhaes-show-em-spDando uma vasculhada em blogs, na busca por textos bacanas, encontrei o blog da Mallu Magalhães. No blog, achei vários vídeos dela. E estou impressionada com essa garota.

Assisti a um clip dela na MTv e detestei. Achei a música Vanguart uma porcaria mesmo! O jeito que ela canta me irritou e para mim, ela não passava de um produtinho feito pra vender.

Porém, assistindo às entrevistas dela, minha opinião mudou. Continuo não gostando de Vanguart (que aparentemente foi feita para vender), mas essa guria tem uma bagagem musical surpreendente! Saca muito de música e de cantores como Bob Dylan, Beattles e Johnny Cash. A guria toca banjo, violão, gaita de boca, piano… O timbre dela é diferente, doce e marcante. A maioria das composições dela surpreendem pela criatividade e por serem, em sua maioria, em inglês.

Não entendo a união com Marcelo Camelo, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração”? E achei tão fofo os dois no palco. Uma mistura de sintonia, ternura e paixão. Se a idade difere e mesmo assim um faz bem ao outro, por que não?

Achei um vídeo em que o Marcelo fala sobre ela. Bem bacana, olha só!

Talvez esse jeito moleca se perca. Talvez permaneça. Mas temo que se torne artificial. Até porque, é com esse jeito de menininha que ela tem conquistado espaço.

Há quem critique, como eu fazia, mas se observarmos as gurias da idade dela, perceberemos que a Mallu está muito acima! Muito acima dos padrões.

Surgimentos como a Mallu Magalhães, me dão esperança de que coisas boas ainda podem surgir e ter espaço, entre tantas bundas, Kelly’s, emos e tanta porcaria que é sucesso nas 20 + das rádios.

30
out
09

Tatuagem não muda caráter

Sempre fui fascinada por tatuagens. Sempre quiz fazer. Em agosto deste ano, tomei coragem e fiz minha primeira tatuagem: uma clave de sol no pulso direito, medindo cerca de 2,5 cm. Minha tatuagem me inspirou a fazer a seguinte matéria publicada no Caderno Inclusive da Folha Popular:

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Tatuagem não muda caráter

arquivo Fernando Stoll 5Tatuagem sempre foi e continua sendo um assunto muito debatido. Por muito tempo, era sinônimo de rebeldia e de adolescentes que queriam ser diferentes. Atualmente, a sociedade está muito mais liberal e já é considerado normal expressar pensamentos, sentimentos e idéias através do corpo.

Tatuar é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Também referida como tattoo, a tatuagem é uma dermopigmentação, onde “dermo” é igual a pele e “pigmentação” é relativo ao ato de pigmentar, ou colorir. Tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas.

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Desde os primórdios

Algumas teorias

explicam que a tatuagem era utilizada para identificar tribos, ganhar status ou proteger-se contra maus espíritos. A arqueologia afirma que há indícios de que tatuagens foram feitas entre 4000 e 2000 a.C. Segundo arqueólogos, Egípcios, nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia tatuavam-se em rituais ligados a religião. Porém, a Igreja Católica baniu, na Idade Média, a tatuagem na Europa. Em 787 o Papa proibiu o ato de tatuar com a intenção de ocultar antigas culturas e costumes. A tatuagem acabou sendo considerada como uma prática demoníaca.

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Recente no Brasil

No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente. Surgiu em meados dos anos 60, na cidade de Santos, introduzida pelo dinamarquês conhecido como Lucky Tattoo. Sua loja era próximo ao cais, onde, na época era um ponto de boemia e prostituição. Tal fato contribuiu para que houvesse a disseminação de preconceitos e discriminações, gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas. Hoje em dia, graças a circulação da informação, a tatuagem vem atingindo a todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.

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O resultado depende se alguns fatores

arquivo Fernando Stoll 6Existem alguns aspectos que devem ser considerados para que o resultado da tatuagem seja positivo. A qualidade da tinta deve ser observada. Algumas tintas podem gerar alergia, dependendo do tipo de pele. O tipo de pele e o local também determinam a qualidade da tatuagem. Algumas pessoas incorporam mais a tinta, e outras a eliminam.

É indispensável seguir à risca as recomendações do profissional que aplicou a tatuagem, pois a maior parte dos incidentes ocorrem durante o processo de cicatrização. Além disso, o principal responsável pela qualidade da tatuagem é o profissional. Para o designer e tatuador profissional há 9 anos, Fernando Stoll, mais conhecido como Godíco, de Lajeado, existe o risco de a pessoa não saber escolher um bom profissional e um estúdio qualificado. “Sempre que for a um estúdio peça para ver as fotos dos trabalhos e desenhos do tatuador antes de tatuar”, adverte Godíco.

O número de tatuadores profissionais e estúdios especializados vem crescendo na região. Porém ainda existem tatuadores caseiros. Para Godíco, não há nada que vá contra os estúdios caseiros, “desde que o tatuador saiba fazer um bom trabalho e que tenha higiene, material descartável e esterilizado.”

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Bate papo com Godíco

O que te levou a ter vontade de tatuar?

“Sempre admirei a arte da tatuagem, desde muito novo. Comprava revistas e acompanhava e analisava os trabalhos. Gostava tanto que minha primeira tatuagem fiz com 14 anos.”

Como foi tatuar pela primeira vez?

“Foi uma experiência inesquecível, pois tatuei em mim mesmo, na minha coxa. Fiquei nervoso, mas no final fiquei satisfeito.”

Qual a tatua

gem mais estranha que já fizeste?

“Nunca fiz nada que eu considere muito estranho. Tatuagem depende muito do gosto de cada pessoa. O que para uns é estranho, para outros pode ser bonito.”

O que deve ser levado em conta antes de tomar a decisão de tatuar?

“Deve-se pensar no futuro, o que o desenho representa para a pessoa e se a tatuagem não causará incômodo em relação ao emprego, dependendo do local tatuado.”

Ainda existe preconceito?

“Infelizmente ainda existe preconceito. Mas já diminuiu bastante.

Eu já passei por constrangimentos por causa das minha tatuagens e quero dizer que tatuagem não muda o caráter de ninguém!”

Já tiveste algum problema com pais de adolescentes que se tatuaram contigo?

“Não. Quando faço tatuagem sempre solicito a apresentação da identidade. Para tatuar menores de 18 anos sempre exijo a presença dos pais ou responsáveis. Além disso, arquivo uma autorização por escrito, para evitar futuros problemas.”

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Freqüente entre jovens

Tirada por Camila Diesel

Segundo Godíco, pessoas de todas as classes sociais e de todas as idades tem procurado seu trabalho. Muitas pessoas, em sua maioria jovens, da nossa região tem aderido à esse ato de tatuar. É o caso de Pâmela de souza, de 22 anos, industriária, moradora do Bairro Teutônia. Pâmela tem duas tatuagens e fez ambas em abril deste ano. Desde os seus 14 anos havia a pretensão de tatuar, “queria fazer uma tatuagem atrás da orelha. Pensei em muitas coisas como estrelas, borboletinhas. Porém era muito manjado e queria algo com significado! Como sou muito supersticiosa decidi pela pimentinha, que para mim é uma proteção contra o mau olhado e inveja.” Pâmela pretende ainda fazer mais três tatuagens: “sempre me falavam que fazer tatuagem virava vicio. Não acreditava até começar! Acho lindo.” Questionada sobre fazer tatuagens em homenagem à alguém, Pâmela revelou que pretende, futuramente, homenagear seu pai através de uma tatuagem, “que merece muito! Acho bacana quando se diz respeito à alguem da família. Pois o laço de amor e sangue é eterno, portanto não é algo que poderá gerar algum arrependimento futuramente.”

O morador do bairro Canabarro, Werner Dupont, de 23 anos, acha “tatuagem interessante, porque, na maioria das vezes, ela expressa algo relacionado à religião, amor, família. Atualmente, tatuagem deixou de ser algo considerado apenas de uso de pessoas ’sem moral’. Hoje se vê até pessoas com mais idade fazendo tatuagem sem ter medo do que os outros vão pensar. Eu ainda não tenho, mas tenho vontade de fazer. Não tenho pressa, pois não é uma prioridade nesse momento. Penso que para fazer uma tatuagem é preciso ter uma inspiração ou algo que traga uma boa recordação. Eu me tatuaria homenageando família, esposa, filhos e time. São coisas mais concretas que, apesar do tempo, não mudam. Bandas, personagens e outros são coisas passageiras, que mudam constantemente.” Werner acredita que o mercado de trabalho fecha portas para pessoas tatuadas, “existem algumas empresas que, no processo de seleção, pedem em seu questionário se o candidato possui ou não tatuagem. Pessoas que possuem tatuagem, em lugares visíveis, são muitas vezes excluídas na busca de uma vaga de emprego. Algumas empresas, permitem, desde que seja em lugar não visível.” Para ele, ainda existe preconceito da sociedade, “em âmbito geral, pois as pessoas, ainda que estejam se acostumando com a idéia das pessoas se tatuarem, olham a tatuagem como algo dispensável, sem sentido e um ato de rebeldia.”

Fábio e MariExiste muita história por trás dos desenhos gravados permanentemente. Os namorados Mariana Lodi, de 20 anos, e Fábio Samuel da Silva de 19, tatuaram em seus pulsos a palavra Amor. “Antes de fazermos a tatuagem procuramos algo que transmitisse o que estávamos sentindo. Queríamos que fosse alguma coisa que nos ligasse sempre, não tatuando nomes mas algo que ficasse sempre como uma aliança entre nós. Já faz um tempo que nos tatuamos e não há nem sombra de arrependimento. Acreditamos que esse é um tempo bom que, com certeza, ficará marcado não só em lembranças mas tatuado também.”, nos contou o casal. Para eles, a sociedade ainda é preconceituosa em relação à tatuagens, mas está mudando: “existem pessoas que tem preconceito, sim. Mas é cada vez menor esse número. Felizmente, as pessoas estão mudando seus conceitos.”

Alguns casais fazem tatuagens idênticas mas que apenas os dois entendem o significado. Algumas pessoas preferem fazer uma homenagem sem menção alguma ao amor. É o caso de um casal de namorados de Canabarro: “tatuamos o mesmo símbolo no mesmo local. Não tem nada que lembre os nosso nomes, ou que tenha relação com o amor, mas a gente sabe que essa tatuagem é um marco do que existe entre nós. Se um dia, a nossa relação terminar, vamos nos lembrar pra sempre de que a tatuagem é uma espécie de símbolo do nosso amor, mas, provavelmente não haverá o arrependimento. Até porque é uma tatuagem comum e só se tornou incomum porque nós fizemos ao mesmo tempo e num momento muito bacana. Acho legal fazer tatuagens assim, mas nunca tatuaria o nome, ou a imagem de alguém. Tatuagem é pra sempre. E as relações podem não ser.”

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Existe reversão?

“Fiz uma tatuagem / Quando no auge de uma louca paixão / Escrevi na coragem / Seu nome no peito sobre o meu coração / Você foi embora, a tatuagem não / Então agora / É melhor tatuar no lugar // Que tal uma tribal / Super bacana / Não vai deixar sinal / De que você foi um belo sacana // Quando a gente gama / Tudo são flores, amores e blá blá blá / Quando vira um drama / Então é um chora pra lá e chora pra cá / Mas foi embora e a tatuagem não / Então agora / É melhor tatuar no lugar // Que tal uma tribal (…)”

A música a cima é da cantora e compositora Rita Lee. A letra retrata a realidade de inúmeras pessoas. Tatuagem não sai com água e sabão. E se, depois de tatuar o nome de alguém, bate aquele arrependimento?arquivo Fernando Stoll 3

Atualmente existem técnicas mecânicas e cirúrgicas para reverter a tatuagem. Os métodos mais modernos buscam diminuir a dor e eliminar as cicatrizes dos processos de remoção. O problema de se tentar remover uma tatuagem é que, dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais, podem deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele. Além disso, os processos de remoção tem um alto custo. Apagar uma tatuagem que custou 100 reais pode custar dez vezes mais.

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5 formas de remoção

1. O Q-Switched Laser Ruby emite uma luz que quebra a tinta em pedaços microscópicos. Os glóbulos brancos do organismo se encarregam de destruí-los. Um tiro de laser de rubi atinge uma circunferência de 6,5 milímetros de diâmetro e parece um beliscão. Apenas 10% dos pacientes precisam de anestesia local. A pele cria uma crosta fina que se solta. Um mês depois, a tatuagem desbota.

2. O Photoderm PL é um sistema computadorizado que analisa o tipo de pele do paciente e fornece ao médico combinações de ondas de luz. A aplicação é um flash que também destrói o pigmento. A sensação é de um jato de água muito forte. A vantagem sobre o laser de rubi é que atinge uma área maior, 10 centímetros quadrados.

3. A injeção intradermal de ácido titânico ou ácido tricloroacético dissolve, mas não destrói todos os pigmentos. Na pele muito clara e sensível, o local fica manchado.

4. A técnica mecânica da salabrasão, ou dermoabrasão, machuca muito. O médico lixa a pele com sal grosso até a tatuagem sumir. Além de doer, deixa cicatrizes e resíduos de pigmento.

5. Na cirurgia plástica com expansão, uma bolsa de silicone é colocada sob a pele e, com o tempo, estica a área tatuada. Depois, a porção pintada é cortada. Sobra uma cicatriz.

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Uma opção

Existe uma opção para as pessoas que temem a tatuagem permanente: a tatuagem de Henna, que dura de uma a duas semanas. A henna ainda é uma boa opção para menores de idade. Além disso, pode ser uma maneira de “ensaiar” uma tatuagem definitiva, para se acostumar com o desenho.

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Cuidados pós tatuagem

Confira a baixo as dicas de Godíco em relação aos cuidados que se deve ter após tatuar:

Passar pomada cicatrizante três vezes ao dia, durante 15 dias;

Lavar sempre com água, removendo secreções;

Cobrir a tatuagem com plástico filme durante os quatro primeiros dias;

Não tomar banho de imersão (piscina, mar, rio), banho de sol ou se submeter a bronzeamento artificial durante o período de cicatrização;

Não coçar, nem arrancar as casquinhas que surgem devido a cicatrização;

Depois da cicatrização, é fundamental cuidar bem da tatuagem, aplicando creme hidratante e usando protetor solar quando ficar exposto ao sol.

23
out
09

Consegues perceber as coisas simples?

Procurando algo para escutar, esbarrei em Little Joy, que há muito não parava para ouvir. E a perfeição da harmonia da música The Next Time Around me causou um sentimento muito, mas muito bom!

Vídeo e música empolgantes! Me levaram a pensar sobre as coisas simples da vida.

Olhe através da janela. Consegues ver o Sol? Consegues ouvir o canto dos pássaros? Consegues ver a criança correndo? Consegues ver o azul do céu? Consegues sentir a energia que irradia?

Olhe para o céu em noites iluminadas. Consegues ver o brilho das estrelas? Consegues ver a imensidão da Lua? Consegues ver além do nosso mundinho? Consegues realmente apreciar isto?

Olhe para a tempestade. Consegues ver as núvens carregadas? Consegues sentir os pingos da chuva? Consegues perceber a força da natureza agindo sobre nós?

Olhe para sua vida. Consegues ver o quão bom é simplesmente estar vivo? Consegues ver quantos prazeres podes ter? Consegues viver a sua vida e não a do outro? Consegues aproveitar isto?

Olhe para as pessoas que te rodeiam. Consegues dar o devido valor a cada uma delas? Consegues demonstrar o que significam? Consegues não sufocá-las? Consegues viver sem elas?

Olhe para dentro de si. Consegues dizer quem é você? Consegues te controlar? Consegues ver tuas qualidades? Consegues assumir e perceber teus defeitos? Consegues amar-se de verdade?

Situações simples. Perguntas simples. Respostas simples complicadas. Tentemos responder SIM a cada uma destas indagações. Tentemos poder dizer SIM a cada uma delas com a maior sinceridade e sem hipocrisias. Mudemos hábitos. Tudo por um mundo mais feliz e menos estressado… e menos irritado… e menos falso… e menos conturbado! Sejamos mais otimistas. “Se nem sempre o planejado, sai como esperado, é só uma chance pra enxergar o outro lado”.

22
out
09

De novo estou aqui

Tentando progredir

Buscando a razão do meu porque

Se eu sou melhor, se eu sou pior

Deixo pra você dizer

Repetiremos até tudo parar?

Os mesmos erros e as boas intenções

Repetiremos?

A consistência do silêncio

Anula o risco da palavra

Algumas coisas não precisam ser ditas

Para serem entendidas…

Se nem sempre o planejado, sai como esperado

É só uma chance pra enxergar o outro lado

Dias ruins todo mundo tem,

Já jurei pra mim, não desanimar

E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar,

O mundo vai girar, e eu espero a minha vez.

Entre os sentimentos, lamentos

Fora do tempo, jogados ao vento

Palavras ao pé do ouvido,

Gritos do silêncio

As vezes as coisas mais simples são as mais difíceis de ver

São as mais difíceis de entender

A resposta escrita em um livro que eu não li em um filme que eu não vi

Aprendi a ver

E a valorizar

Os detalhes

Que fazem mudar

20
out
09

SUS deveria se chamar S.O.S.

Na semana passada passei muito mal e tive que recorrer ao sistema público de saúde.

Na terça-feira, chegando ao pronto atendimento de Canabarro, esperei por mais de meia hora para ser atendida pela recepcionista, que me disse que eu teria que me dirigir ao posto de saúde, pois o médico não poderia me atender. Nestes dois locais só o que vi foram pessoas que vestiram a camiseta da administração atual durante recente campanha eleitoral. Que nojo!

Resolvi procurar o pronto atendimento de Languiru. Antes de sair de Canabarro, passou por mim um ex-prefeito dirigindo um carro que eu não conseguiria comprar nem juntando 5 anos de salário.

Chegando em Languiru, mais uma hora para ser atendida. E o médico não podia ser mais estúpido. Mal falou comigo e me tratou super mal.

No dia seguinte, não suportando mais a dor, voltei ao pronto atendimento de Languiru. Outro médico. Um pouco mais atencioso. Para amenizar a dor, solicitou a enfermeira que injetasse algo em minhas veias. Já faz quase uma semana e meus braços continuam doloridos. Aquela vaca enfermeira detonou minhas veias e me machucou toda. Nossa… Eu já tava mal, com dor e me senti pior ainda.

Não agüentando mais, recorri ao atendimento médico particular. O gastroenterologista me atendeu muito bem e solicitou um exame que custará R$855,00, que realizarei na próxima segunda-feira. Tentei auxílio pelo SUS, mas nem com requerimento do médico do posto de saúde consegui. O SUS não auxilia neste tipo de exame.

Se não consigo auxílios, se não consigo atestados médicos, se sou mal atendida, por que essa M#% existe?

10
out
09

Certas coisas que não sei dizer..

Tem certas coisas que não entendo..DSC03476 - Copy

Tem certas coisas tão complicadas..

Tem certas coisa tão simples..

Tem certas coisas inacietáveis..

Tem certas coisas desnecessárias..

Tem certas coisas indispensáveis..

Tem certas coisas que fazem mal..

Tem certas coisas que me completam..

.

Tem certas coisas que eu não sei dizer!

08
out
09

Oportunidades

Como diz meu pai em seu blog, “a oportunidade é assim, quando menos esperamos ela aparece e precisamos encará-la”. Foi isso que ele fez! Domigo à tarde, antes do primeiro dia de trabalho depois de suas férias, ele recebeu um telefonema solicitando sua presença na matriz da empresa em que trabalha, no dia seguinte. Já sabíamos o que o esperava: transferência.

A ansiedade predominou até a descoberta da cidade à qual ele deveria se mudar. Mas depois de saber (São Sebastião do Caí) é que veio a pior parte. Eu entrei em parafuso. Ir com eles? Ficar? Morar sozinha? Morar com meu namorado?

Completamente confusa, depois de conversas com meu namorado, com minha mãe e com amigas, resolvi morar com ele e com a família dele. Repensando sobre o assunto, cheguei à várias conclusões, à inúmeras possibilidades e resolvi que continuarei morando na casa de meus pais, sozinha. Sozinha, não, com meus gatos.

Eu e o Edu dormimos praticamente todos os dias juntos. E vai ser ainda mais freqüente agora. Se eu fosse morar com ele, além de ter me adaptar à ele, teria que me adaptar à minha sogra, ao padastro dele e ao meu cunhado. Além disso, já tive a experiência de não ter um espaço exclusivamente meu e não foi nada bom.

Talvez não seja ainda o momento de “unir nossas escovas de dente”. Talvez seja este um momento de teste, de experimentar uma convivência ainda mais assídua. De ver se realmente é isso. Eu tenho certeza do que eu quero. Não estou mais para brincadeira. Mas as coisas não são tão simples.

Vai ser estranho não ter meus pais ao alcance das minhas mãos. Mas vai ser bom. Pra mim e pra eles! Sorte e sucesso, pai! Paciência, mãe! Amo vocês. A cima de qualquer coisa. Mesmo brigando, mesmo que não nos entendamos, mesmo me arrependendo por não passar mais tempo com vocês.

01
out
09

Everything is gonna be all right!

I don’t know what’s gonna happen..

But.. “Every little thing gonna be all right.”

28
set
09

Mudanças!

Segunda-feira morta. Meu final de semana foi muito bom. Bom mesmo!! Mas, a semana iniciou com um ar de velório causado pela chuva. Engraçado que esteja chovendo logo hoje. A partir de hoje, grandes mudanças acontecerão em minha vida e na das pessoas que me rodeiam. Semana de decisão e de indecisão.

Segundo o Wikepedia, “uma indecisão é geralmente um estado emocional de aflição em quem uma pessoa não consegue escolher uma das opções em que ela é submetida. Pode ser desde coisas simples até alguma decisão em que poderá mudar diretamente ou drásticamente a vida da pessoa. Caso a opção que a pessoa vá escolher não seja pensada com calma poderá ocorrer o arrependimento da parte da pessoa.”

No meu caso, não sei bem se é o arrependimento que está me deixando indecisa. A questão é outra. É como a frase de Adriana Falcão: “indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.”

Eu sei o que quero. Mas meu problema é o tal do e se.. : E se for muito cedo? E se não der certo?

Uma coisa é certa: não há como saber se não tentar. E também, sei lá.. Se não der, não deu.. Nada é definitivo. E tudo pode acontecer!

*

Ah.. Aderi ao Twitter!

24
set
09

E se isso for algum defeito, por mim tudo bem!

“Já não tenho dedos pra contar

De quantos barrancos despenquei

E quantas pedras me atiraram

Ou quantas atireiNós..

Tanta farpa tanta mentira

Tanta falta do que dizer

Nem sempre é “so easy” se viver

.

Hoje eu não consigo mais me lembrar

De quantas janelas me atirei

E quanto rastro de incompreensão

Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos

Tantas vezes desilusão

E quase

Quase nunca a vida é um balão

.

Mas o teu amor me cura

De uma loucura qualquer

É encostar no seu peito

E se isso for algum defeito

Por mim, tudo bem”

19
set
09

Etc e tal!

Mais um final de semana que chega! E nesse eu não trabalho! Graças à Deus / Graças ao meu patrão / Graças à… Bom, não vem ao caso graças à quem, o importante é que vou poder dormir. Ou tentar. Sim, porque tá foda, viu? Não tenho dormido bem à noite. E se tento dormir à tarde, o máximo são 10 minutos de sono leve, ou seja, é como se nem dormisse. Conseqüentemente aparecem as olheiras e toda vez que me olho no espelho, me lembro de que preciso atingir meu equilíbrio emocional para conseguir parar de pressionar meus dentes enquanto durmo e acabar com as dores de cabeça e com as dores no maxilar que essa pressão me causa.

Falando em equilíbrio emocional, participei da gravação do programa Mais Elas. É um programa de debate feminino da rádio em que trabalho – POPULAR 96,9 FM – que sempre conta com a presença de uma convidada. Foi a primeira vez que participei e o tema? Sentimentos: como controlar, como lidar, amor, paixão, atração física, ciúme, medo, insegurança, inteligência emocional, etc. Achei o máximo! Ótimo debater sobre este tema, até porque é o tema que mais utilizo para escrever meus textos neste blog. Gostei muito também porque o tema é debatido de forma descontraída, sem a obrigatoriedade de seguir a pauta. E é muito bom poder expressar minha opinião, de maneira ainda mais pública. Sem contar que, durante a maioria dos debates, são convidadas profissionais na área debatida e com isso, a possibilidade de aprender é significativa. – Sintonize Rádio Popular 96,9 fm, às 12h, Radionotícias Folha Popular. E, em seguida, às 13h, aprecie o Mais Elas.

Mudando de saco pra mala, ontem parecia ser um dia bom. Eu e meu namorado estávamos em perfeita sintonia, fiz Taekwondo, Local Tae e participei da aula de guitarra do Edu com o Lucas Brolese, onde pude cantar um pouco – coisa que sou apaixonada. Os pais do Edu não estavam em casa. Já estávamos deitados para dormir, em torno de meia noite, a Tv desligada, quando toca o telefone. Era minha “sogra”, dizendo que ficaram empenhados e que deveríamos ir buscá-los com o outro carro que estava na garagem. Ok. Vamos, né? Levanta da cama, troca de roupa, abre portão, tira o carro, fecha portão e vai-se salvar os necessitados.

Cerca de 1km depois, o carro começa a falhar. P.Q.P. Acabou a gasolina. Aff… O que fazer, à meia-noite, sem gasolina, numa cidade em que nada está aberto à essa hora, a não ser os bares? Pensamos em tudo, tentamos algumas pessoas, mas acabamos voltando, a pé, para a casa do Edu. Chegando lá, pegamos minha Biz e fomos a procura de um posto em outro bairro, que supostamente estaria aberto. É.. supostamente, porque não estava! QUE RAIVA!!! O Edu tinha apenas mais 4 horas para dormir antes de acordar para ir trabalhar e eu 5. Alguém merece isso? Como pode que às vezes as coisas erradas acontecem em cadeia? Mas… Não há de ser isso que estragará meu final de semana.

Falando em final de semana, Domingo tem Primitiva do Rock e Anestesia no Wood Stock Rock Bar, em Teutônia, a partir das 15h. São duas bandas de estilos bem diferentes. Mas vale a pena conferir. Pretendo ir, mesmo que não tenha mais freqüentado o bar com a freqüência de tempos atrás. No ano passado, até o dia da minha viagem para os Estados Unidos, adorava estar lá.

Depois que voltei, não sei explicar exatamente o que aconteceu. Só sei que minhas idas tem sido esporádicas, quase que inexistentes. Alguns dos freqüentadores assíduos continuam a ter uma certa importância na minha vida. Me divertia muito, jogava fla-flu e foi lá que passei a ter um contato maior com o cara que veio a se tornar meu namorado. Mas freqüentar bares como este, acho que já não faz parte de mim. Prefiro assistir um bom filme, sair pra jantar, ir para a Lagoa da Harmonia, ou simplesmente ficar em casa com meu namorado ou com a família. Com o verão chegando, talvez eu tenha mais vontade de sair e, com a falta de lugares realmente bons em Teutônia, talvez minhas idas não sejam tão esporádicas assim. Mas, com certeza, não será como antes. E que bom, né? Deve ter gente que me critica, mas eu não deixei de conversar com nenhuma das parcerias que fiz no bar, simplesmente não me convém mais. As pessoas mudam. E isso é muito bom! Minha mãe, sem dúvida está adorando tudo isso, porque ela detestava o fato de eu estar sempre lá. Eu não tiro a razão dela, porque as pessoas devem ver com maus olhos uma guria que vai em bares. Mas eu sempre me senti muito bem lá, com música boa, pessoas bacanas e um lanche saboroso. Talvez, minha mudança seja porque eu tenha visto que algumas pessoas não são tão bacanas como eu pensava. Ai, sei lá.. Já tá comprido de mais.. É isso e ponto final!

> > Tô meio enjoada de ficar pensando sobre o porquê das coisas… Algumas simplesmente acontecem. Algumas simplesmente são. Pensar sobre isso só me deixa mais confusa e mais insegura e mais apreensiva e mais preocupada e mais…