Matéria sobre o descontentamento humano, de minha autoria, publicada na Revista Radar do mês de setembro:
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Aparentemente, o ser humano é descontente por natureza. Se tem cabelo liso, quer enrolar. Se é crespo, quer alisar. Ou o objetivo é emagrecer ou então é engordar. Uma espinha indesejada, uma linha de expressão não esperada.
Além dos constantes defeitos que as pessoas encontram em seus corpos, existe o descontentamento no emprego, numa construção, no instrumento, no bolo que acabou de ser feito, na roupa que comprou. Além disso, dificilmente estamos plenamente satisfeitos em nossas relações, seja de amizade, de amor ou profissional. Sempre existe alguma coisa na outra pessoa que nos deixa frustrados.
Por mais que se tente agradar o outro, nunca é suficiente. O que se faz na melhor das intenções pode ser interpretado de maneira não esperada, nem tampouco ser percebido. E, nesse caso, já são mais dois descontentes, ou frustrados: o que agiu em prol do outro e o que não entendeu a atitude. Na tentativa de agradar, muitas vezes, se esquece de que somos seres humanos e que a interpretação dos acontecimento faz parte da nossa ordem biológica.
“Ser descontente é ser homem”, já dizia Fernando Pessoa. Com essa frase, Pessoa queria dizer que somente os seres humanos podem ser infelizes, dentro da afirmativa de que o homem é o único ser vivo do Planeta que possui sentimentos. A capacidade de raciocínio do homem faz com que ele se interrogue sobre sua vida e sobre certas situações que não compreende. A partir disso, se depara com situações que não são exatamente as esperadas e então surge o descontentamento. O problema pode estar na grande expectativa que o homem cria em relação Quando se espera demais por algo, dificilmente o resultado é o pretendido.
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Opinião
“Penso que o homem na sua essência é pleno de contentamento, porém em determinados momentos, nossos anseios nos deixam descontentes. Ao longo da nossa caminhada somos muito influenciados pela mídia, pelo ambiente e pelas pessoas que nos cercam. Acredito que aqueles que vivem reclamando de tudo e de todos aceitam a idéia de que felicidade é ter saúde, muitas posses e conforto (exemplos provando o contrário não nos faltam). Quando essas pessoas não conseguem desfrutar do todo imaginado, se deprimem. E, ao invés de refletir sobre as verdadeiras origens do negativismo, passam a reclamar de tudo e de todos. É mais fácil, e acaba se tornando uma mania.
Acredito que acabamos associando muitas lembranças e sentimentos aos objetos, gerando um certo apego a eles. E perder, em qualquer aspecto, não é uma sensação prazerosa, pois fere o ego. Penso que aqueles que apenas valorizam as coisas quando as perdem, ainda não se deram conta de que é natural e constante estarmos ganhando e perdendo; ‘é a vida’, como dizem. Gostaria que aprendêssemos a valorizar as coisas enquanto as temos, até a hora de perdê-las.”
Dieter Bayer, 23 anos, Languiru, estudante de Medicina Veterinária e Auxiliar administrativo
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“Todos nós, frequentemente reclamamos de tudo e a todo o momento. É muito fácil olhar para os erros e dizer: ‘fracassei de novo’, ao invés de dizer: ‘não era por aí, acho que da próxima vez tenho que seguir um caminho diferente’. O ser humano é um animal que jamais será entendido por inteiro. Está na cabeça de cada um olhar primeiro os defeitos e erros dos outros do que as qualidades e coisas boas das pessoas. As pessoas tem um costume ruim de só olhar para as coisas ruins. Quando estamos quase perdendo as coisas boas é que lembramos dos momentos bons que passamos, ou o que aquilo passou de bom para nós.”
Jéferson Diesel, 22 anos, Canabarro
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“Não acredito que o homem carregue uma herança genética que determine esse descontentamento. Penso que temos uma necessidade vital de mudança. Para que as mudanças necessárias para a sobrevivência e a felicidade aconteçam, é preciso que a pessoa esteja descontente com a situação. A partir deste descontentamento cria soluções para seus problemas. Vivemos buscando uma felicidade que é utópica, nunca estamos satisfeitos, sempre queremos algo a mais. Os motivos são variados e muitas das vezes até insignificantes, que dali há alguns dias já se resolveram. A vida continua e nós lembramos de agradecer? Não! Continuamos a reclamar e querendo mais e mais!!
Depois de um certo período, as pessoas tendem a se acomodar, muitas vezes deixando de zelar por algo que em tempos anteriores consideravam algo valioso e importante. Inconscientes do descaso, acabam não dando mais o devido valor, como antes faziam. No momento em que acontece algo que ponha em risco esse ‘bem precioso’, a pessoa volta a enxergar e a valorizar o que considera importante.”
Michele Beatris Bagestão, 21 anos, Teutônia, Professora de Educação Especial
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“Para mim, o ser humano é descontente por natureza. Dificilmente nos contentamos com o que temos e sempre tentamos ter mais. Tentamos ver o mundo do nosso jeito, mas vivemos diferente. Com isso, ficamos sempre reclamando. Muitas vezes, não damos bola para algumas coisas que só sentimos saudades quando perdemos. Por exemplo, um parente. Não nos damos tempo de visitá-lo e quando morre, nos sentimos culpados e nos arrependemos. Aí vem a frustração e o descontentamento de sempre.”
Evandro von Mühlen, 19 anos, Canabarro, repositor
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Ponto positivo
O descontentamento, se analisado por outro ângulo, pode ser positivo. É ele o responsável por fazer com que homens e mulheres estudem, se qualifiquem e batalhem, buscando melhores colocações no mercado de trabalho. O descontentamento também mobiliza as pessoas a cobrar seus direitos e protestar contra injustiças. A insatisfação faz com as pessoas não fiquem estagnadas e acomodadas. Mobiliza pessoas a melhorar e evoluir, não permanecendo assim, no mesmo padrão imposto pela sociedade.
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Curta os bons momentos
É completamente compreensível que não se esteja plenamente feliz ou satisfeito com tudo o que acontece. Mas existem pessoas que reclamam e se chateiam com praticamente tudo. Ou o Sol está muito forte, ou a chuva atrapalha. O frio é muito ruim e o calor sufoca.
A insatisfação pode ser uma questão de aceitação. As pessoas são insatisfeitas por opção. A vida pode ser muito mais simples e mais fácil do que se imagina. Um “bom dia”, um “muito obrigado” e um “por favor” fazem uma grande diferença nas relações. Esses valores estão sendo esquecidos. As pessoas reclamam dos outros sem olhar para si. Comece por você. Mude sua rotina. Acorde com vontade de ver nascer um novo dia. Como disse Renato Russo, “por que esperar se podemos começar tudo de novo? A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer.” Relaxe e curta os bons momentos!

Dando uma vasculhada em blogs, na busca por textos bacanas, encontrei o blog da
Tatuagem sempre foi e continua sendo um assunto muito debatido. Por muito tempo, era sinônimo de rebeldia e de adolescentes que queriam ser diferentes. Atualmente, a sociedade está muito mais liberal e já é considerado normal expressar pensamentos, sentimentos e idéias através do corpo.
Existem alguns aspectos que devem ser considerados para que o resultado da tatuagem seja positivo. A qualidade da tinta deve ser observada. Algumas tintas podem gerar alergia, dependendo do tipo de pele. O tipo de pele e o local também determinam a qualidade da tatuagem. Algumas pessoas incorporam mais a tinta, e outras a eliminam.
Existe muita história por trás dos desenhos gravados permanentemente. Os namorados Mariana Lodi, de 20 anos, e Fábio Samuel da Silva de 19, tatuaram em seus pulsos a palavra Amor. “Antes de fazermos a tatuagem procuramos algo que transmitisse o que estávamos sentindo. Queríamos que fosse alguma coisa que nos ligasse sempre, não tatuando nomes mas algo que ficasse sempre como uma aliança entre nós. Já faz um tempo que nos tatuamos e não há nem sombra de arrependimento. Acreditamos que esse é um tempo bom que, com certeza, ficará marcado não só em lembranças mas tatuado também.”, nos contou o casal. Para eles, a sociedade ainda é preconceituosa em relação à tatuagens, mas está mudando: “existem pessoas que tem preconceito, sim. Mas é cada vez menor esse número. Felizmente, as pessoas estão mudando seus conceitos.”














estou realmente confusa e com muitas paranóias na cabeça. Mas tenho tentado estar tranqüila e contente.



