23
dez
09

Botei meu sapatinho na janela do quintal, Papai Noel deixou o que?

Amanhã é véspera de Natal. E dessa vez, resolvi não manifestar minha revolta em relação a datas como esta. Não vou falar da hipocrisia, do consumismo, nem de todas aquelas coisas ruins que penso a respeito. Os presentes estão comprados, a ceia está planejada e resolvi que vou entrar no espírito de ondas positivas e esquecer alguns conceitos que as circunstâncias me obirgaram a formar.

Recentemente, conversando com minha família, relembramos um episódio que me arrepia até hoje. Meu pai, movido a vapor (ou seria a Diesel?), escreveu um texto sobre isso. Eu pensei até em fazer um link, ou copiar aqui. Mas resolvi contar a minha versão sobre a história.

Sempre fui incentivada por meus pais a colocar o sapatinho na janela. Tanto que até minha mamadeira foi parar lá, para o Papai Noel levar. Era sempre tão bom acordar de manhã e ir correndo ver o que o bom velhinho havia me deixado. Bombons, pirulitos, balas, doces, tudo o que uma criança mais aprecia.

Certa vez, pedi para meu pai me ajudar a colocar um sapato na janela. Ansiosa, fui logo dormir para que chegasse mais rápido o novo dia. De manhã, ao acordar, fui checar o que o Papai Noel havia me ofertado. Pra minha surpresa não havia doce, nem presente algum. Mas sim, um bilhete:

“Querida Camila! Faltam treze dias para o Natal.

Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada,

pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado.

Eu voltarei. Abraços : PAPAI NOEL”

Aquilo foi muito melhor do que qualquer bala que eu pudesse receber. Lembro que fiquei imaginando a cena exata dele indo ao armazém, preocupado em me agradar, e se deparando com suas portas fechadas.  Achei o máximo ele ter me escrito um bilhete, ao invés de simplesmente me deixar acreditando que ele havia se esquecido de mim. Como eu poderia ficar chateada diante de tanta preocupação?

Como posso falar de meus conceitos de hoje, se tenho ótimas lembranças dos tempos de crianças? Como posso pensar que não farei coisas especiais para meus filhos se acreditar em Papai Noel me trouxe coisas tão bacanas?

Não importa se um dia a gente se decepciona com a inexistência do Santa Claus. O que importa são as boas recordações e as coisas lindas que fazem para nos deixar felizes. O que importa é ver que alguém tirou um tempo de sua vida, para procurar um presente especial. O que importa é fazer de cada momento, algo especial.

Sempre achei o cúmulo usar datas comemorativas para reaproximações. Mas se esta data for uma desculpa para reatar amizades e reerguer relacionamentos, por que não? Tudo vale quando se tem boas intensões.  Pequenas ações podem mudar o dia das pessoas. Até deixar um simples bilhete.

Bons momentos a todos!

“Qrida Camila! Faltam treze dias para o Natal. Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada, pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado. Eu voltarei. Abraços :  PAPAI NOEL”
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