Não quero lembrar de como é difícil chegar em casa e ele não vir se esfregar em minhas pernas.
Não quero lembrar de como é difícil saber que ele nunca mais vai se aconchegar na minha cama.
Não quero lembrar de como é difícil pensar que ele nunca mais vai miar pedindo por comida.
Não quero lembrar de como foi difícil olhar pra ele e saber que foi a última vez.
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O que eu quero é cultivar este sentimento de amor que eu tinha e sempre vou ter por ele.
O que eu quero é guardar todas as gargalhadas que ele já me proporcionou.
O que eu quero é lembrar quanto carinho esse meu felino recebeu nos quinze anos que viveu.
O que eu quero é pensar de novo que a vida é mesmo passageira.
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Ele, que era o mais de boa.
Ele, que era o mais compreensivo com mudanças.
Ele, que sofria de cálculo renal e problemas respiratórios.
Ele, que chegou a pesar oito quilos no ápice de sua obesidade.
Ele, que apareceu em minha vida quando eu tinha apenas oito anos.
Ele, que vai estar pra sempre na minha memória.

è triste isso minha querida, mas faz parte da vida.
Difícil perder um bichano ao qual nos apegamos tanto ao longo do tempo – imagina 15 anos! São parte de nossa família, de nossas vidas. Também já me aconteceu algumas vezes… sempre muito doloroso. Parabéns pelo lindo texto. Comovente.