Antes de meu namorado inserir este esporte na minha vida, achava ridículo o MMA. Mas depois que você conhece o que existe por trás disso, percebe que não é bem assim. Eles não são simplesmente loucos se batendo sem parar e até sangrar. Há muita disciplina, treino, dedicação é técnica. Para estar inserido nas artes marciais é necessário muita disposição.
Dentre as artes, a que mais me atrai é o Jiu-Jitsu. Um jogo de corpo que exige muito mais estratégias e habilidade do que simplesmente força e porrada. Até arrisco alguns golpes ensinados por meu namorado. Preciso registrar que já o finalizei algumas vezes (se nem gava, deixa pro Zeca!)
E sabia que temos lutadores muito bons na região? Um exemplo é o Cristiano Lagemann da Silva, de Teutônia. Ele é policial militar lotado em Lajeado e já disputou dois campeonatos mundiais de Jiu Jitsu, em Abu Dhabi. O atleta venceu campeonato gaúcho de Muay Thai e a Copa Estrela de Jiu-Jitsu. E mais que isso: demonstra humildade, amor pela vida e pelo que faz.
Valorizando o esporte na região, cerca de 1600 pessoas foram atraídas sábado à Wopey Music Hall, em Estrela, pelo maior evento de lutas marciais do Sul do país. O Mega Fight 5.5 contou com 10 lutas de MMA, jiu-jitsu e Muay Thai. Entraram no octógono sete lutadores da região. Saíram vitoriosos, cinco deles. Provenientes de Estrela venceram as lutas Daniel Fino e Michel dos Santos, de Muay Thai e Miguel Anka, campeão mundial de Jiu-Jitsu em 2009 em Abu Dhabi. Ainda subiram ao pódio os lutadores de MMA Ismar Valter Tish e Cristiano da Silva, ambos de Teutônia. Participaram também lutadores de Montenegro, Pelotas, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Caxias do Sul e Bento Gonçalves.
Sabe o que me surpreendeu? O número de mulheres. Se aparentemente a luta atrai somente homens, este evento contou com 45% de seu público composto pelo sexo feminino. Se foram influenciadas pelos companheiros? Bem provável… Mas a mulherada curte mesmo!
Saiba mais sobre o MMA
As artes marciais mistas incluem tanto golpes de luta em pé (Muay Thai) quanto técnicas de luta no chão (Jiu-Jitsu). Em opinião popular, os termos artes marciais misturadas e vale-tudo tem o mesmo significado. Entretanto, as diferenças entre estes termos devem ser reconhecidas e ambos devem ser distinguidos do termo full contact (“contato pleno”).
As artes marciais misturadas modernas têm suas raízes em dois acontecimentos: os acontecimentos de vale-tudo no Brasil, e o shootwrestling japonês. Nesse tempo eles foram mutuamente ligados, mas foram separados.
O vale-tudo começou na terceira década do século XX, quando Carlos Gracie, um dos fundadores da arte marcial brasileira Gracie jiu-jitsu, convidou cada competidor de modalidades de luta diferentes. Isso era chamado de “Desafio do Gracie”. Mais tarde, Hélio Gracie e a família Gracie e principalmente, Rickson Gracie, mantiveram este desafio que passaram a se dar como duelos de vale-tudo sem a presença da mídia.
No Japão, década de 1980, Antonio Inoki organizou uma série de lutas de artes marciais misturadas. Eram as forças que produziram o shootwrestling e eles, mais tarde, causaram a formação de uma das primeiras organizações japonesas de artes marciais misturadas conhecida como shooto. As artes marciais misturadas obtiveram grande popularidade nos Estados Unidos em 1993, quando Rorion Gracie e outros sócios criaram o primeiro torneio de UFC.
Com o sucesso do UFC, os japoneses criaram o Free Style Japan Championship ou Open Free Style Japan em 1994 (eram os dois maiores torneios de MMA do mundo), sendo vencido todas as duas primeiras edições (1995 e 1995) por Rickson Gracie, que era um grande lutador de vale-tudo do Brasil na década de 1970 e 1980 e que agora fazia também lutas em MMA no Open Japan, enriquecendo-se com isso, lutando também nas primeiras edições do PRIDE Fighting Championships.
Ao contrário do PRIDE que reinou absoluto entre 1997-2007, O UFC passou a ficar em baixa, perdendo valor e sendo proibido em vários estados dos Estados Unidos.
Em 2001 o ex-empresário de boxe Dana White convenceu os amigos de infância Lorenzo e Frank Fertitta, donos da rede de Cassinos Station, a comprarem o UFC. Os três fundaram uma empresa chamada Zuffa e compraram o UFC por dois milhões de dólares. Após várias mudanças nas regras conseguiram legalizar o esporte em praticamente todos os estados americanos.
Em 2007 O UFC compra o Pride, levando vários atletas do Japão para os EUA e tranformando o UFC na maior organização de MMA do planeta. Hoje o UFC tem um preço estimado de mais de 1 bilhão de dólares e domina mais de 90% do mercado mundial de MMA. (Fonte: Wikipedia)

Fez o tema de casa hem…
hehehe
Muito bom o texto…
Parabéns.